Um membro da família informou que inicialmente o depoimento de Breno estava marcado para ontem, quarta-feira (14), foi desmarcado e marcado para a próxima segunda-feira (18), qual foi a surpresa quando souberam, através do advogado de defesa, que teria ido ao presídio para conversar com Breno, e quando lá chegou ficou sabendo que seu cliente estava na delegacia para depor.
Advogado
Leonardo Bandeira, se dirigiu para a delegacia, mas inicialmente foi impedido pelo delegado Leonardo Pio de estar com seu cliente. A autorização só veio às 14h30min.
Já na parte da tarde, Leonardo Bandeira em entrevista explicou: “Inicialmente o delegado negou o nosso contado com o Breno de forma ilegal e arbitrária, porque somos advogados constituídos no processo e o estatuto da OAB permite este contato. Somente as 14h30min tivemos a oportunidade de estar com o Breno”
Leonardo continuou dizendo que o objetivo da defesa, é contribuir com as investigações, “estamos pedindo ao delegado várias diligências para que se chegue ao verdadeiro mandante, Breno repudia veementemente que seja ele quem mandou matar o próprio pai”
O advogado questiona a forma como o delegado Leonardo Pio está conduzindo as investigações e o processo de ouvir os depoimentos, disse “A família foi convocada de forma informal e o policial não documentou informações importantes e isto nos chama atenção, porque tinha informações fundamentais, que mudaria o rumo da investigação”
Leonardo Bandeira, o advogado de defesa, conclui afirmando que tem convicção que Breno não tem participação neste fato e o seu indiciamento não tem respaldo no inquérito policial.
Delegado
Após os depoimentos dos investigados, o delegado Leonardo Pio, em sua entrevista coletiva à imprensa, reafirma a responsabilidade de Breno como mandante, baseado apenas nas acusações dos executores, Saulo e Filipinho.
Esclareceu que Breno foi levado para delegacia não para prestar depoimento e sim para que se houvesse necessidade ele seria ouvido.
Leonardo Pio disse que para encerrar o inquérito faltam pequenos detalhes por parte da policia civil. Vai ouvir mais alguns investigados e testemunhas e encaminhar para a justiça pública.
Ao ser indagado sobre a possível inocência de Breno, como mandante do crime, o delegado disse que isto é uma alegação do advogado, “Pelos elementos que estão nos autos, eles são notórios e categóricos para demonstrar a atuação de cada investigado”, afirmou.
Sobre a proibição de o advogado ver o seu cliente, Leonardo Pio negou que tivesse proibido, porque sabe dos direitos constitucionais de todo cidadão. Mas ao tentar explicar detalhadamente o episódio, não conseguiu, ficou truncado e confuso “o que houve foi que por questão de segurança pelo movimento existente na delegacia, onde nós podemos designar investigadores para acompanhar o procedimento com o advogado e os investigados em que teve amplo acesso e pode conversar com Breno em ambiente reservado”
O delegado afirmou não ter dúvida nenhuma de que todos os envolvidos estão na cena indiscutivelmente na cena do crime. E que os autores diretos foram Saulo e Filipinho e na retaguarda Breno, Alexandro, Willian.
Tem dúvidas se haverá ou não a reconstituição do crime, pois os acusados não são obrigados a concordar em fazer, para ele a situação é tão clara que não há nem a necessidade.
Leonardo descartou a possibilidade de ter outros membros da família envolvido no crime, foi categórico na acusação a Breno baseado na acusação dos assassinos. Entretanto, Breno, nega e diz não conhecer os demais investigados.
O que falta são provas circunstanciais e contundentes. Se amanhã qualquer cidadão for acusado por uma, duas ou três pessoas que foi o mandante de um determinado crime, será preso e condenado, baseado somente nas acusações, sem nenhuma prova. Assim vai ficar muito fácil mandar para cadeia qualquer desafeto, qualquer inimigo. É somente juntar algumas pessoas com os mesmo interesses e testemunhar contra a outra e pronto, prisão e condenação.
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