Vamos começar do inicio, e com a mais pura verdade, sem partidarismo, sem tendência alguma, sem enxergar o governo social do PT, vendo apenas que, o que é bom para São Paulo não é bom para Minas e nem para o Brasil. O que for bom para José Serra, Fernando Henrique Cardoso – FHC e a tchurma paulista não é bom para Aécio, Domingos Sávio, e muito menos a bancada mineira na Câmara e no Senado. (ponto). Isto é fato.
Serra cumpriu a promessa feita no ar por Joelmir Betting de que não deixaria a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do estado? Não, não cumpriu. Logo Aécio Neves não pode acreditar em nada que Serra venha a prometer.
Vamos a elucubração de como as pedras poderão se mover no tabuleiro do xadrez político. O que é bom e ruim para Aécio, Minas e o Brasil. Mineiros, sem paixão, sendo apenas pragmático.
É também fato já cristalizado que a partir de dois mandatos seguidos de Aécio, seus índices de altíssima popularidade e sua interferência direta na eleição de Anastasia, dando um “banho” em Hélio Costa, coloca os Neves no mesmo patamar ou acima dos clãs ACM na Bahia; Maia, no Rio Grande do Norte; mal comparando, os Sarney, no Maranhão, e outras oligarquias dominantes Brasil afora. É claro que isto não é saudável, mas, é o que está acontecendo. E, a partir de então Aécio está simbioticamente ainda mais ligado à Minas ao Brasil e com uma enorme responsabilidade.
Como o PMDB, o PT, DEM e outros mais, o PSDB não foge à regra tem também lá suas divisões, a mais forte é o PSDB mineiro de Aécio e o paulista de FHC, Serra, e como sempre Alckmin fazendo jogo duplo, quando convém ele “cola” em Aécio ou Serra e o grupo paulista. Agora como ganhou o governo pode esquecer.
Aécio, que não é bobo, longe de alguém sequer imaginar isto. Não quis de jeito maneira ser vice de Serra. Esta mágoa ele vai levar para sempre (magoa política é fogo, vide a de Itamar Franco com FHC), lhe enviaram goela abaixo um índio carioca, que até agora brincou de internet, de criar futrica na rede. E o candidato sabe muito bem que se o agora senador tivesse aceitado, a fatura poderia ter sido liquidada no primeiro turno.
O ex-governador mineiro também sabe que Serra, mesmo que tenha prometido terminar com este negócio de reeleição, aumentando ou não o mandato presidencial, se ele ganhar, quando sentar na cadeira e colocar a caneta na mão, vai ter um surto de amnésia e esquecer tudo. No Brasil este é um mal é questão séria de saúde publica, e político depois que entra não quer sair de jeito nenhum, perguntem ao prefeito de Itaúna, o Pinto.
Menos provável ainda, quase impossível que Serra tenha formalizado um compromisso de não participar de uma provável reeleição, isto se ele ganhar.
Enfim com Serra e o grupo paulista do PSDB no poder, o sonho de Aécio, e ele sabe disto, fica adiado para 2018, a não ser que o agora senador mineiro vá para outro partido, ou crie o seu próprio, parece que virou moda, Marina já está providenciando o dela. Como o que existe mais em conjeturas políticas, é a conjunção causal “se”. Então, vamos lá: Se Sergio Cabral (PMDB) governador do Rio for bem neste segundo mandato, em 2014, o partido fica pequeno para Aécio e ele.
Assim, para o tucano mineiro tudo ficará mais fácil, se Serra, FHC Alckmin e companhia limitada estiverem fora do jogo em 2014, mas para isto eles precisam perder. Alckmin já perdeu FHC também, Serra perdendo, a bola sobra limpinha para Aécio, de frente para o gol, seria só chutar e pronto.
Some-se a isto, um grande mote que Aécio teria para sua campanha em 2014, independente do candidato que o PT apresente, até o próprio Lula: “quatro é pouco, oito passa pode ser bom, doze é ruim e dezesseis anos de um partido no poder, é quase ditadura, é a perpetuação no poder”
E, os eleitores enxergariam isto com facilidade, a hora seria de mudar. Ainda mais com um senador jovem, um ex-governador que saneou as finanças de Minas
Não bastasse ter adiado o projeto de Aécio e Minas por quatro anos, quer adiar por mais quatro, ou seja, oito anos será o custo Serra
Finalizando, se alguém pensa que Serra vai dar “boa vida” ao Anastasia no governo de Minas para fortalecer ainda mais Aécio em 2014, estão redondamente enganados. Ele não vai vitaminar o “inimigo”.
![]() usando uma das mil caras |






