Divinópolis: vereadora irritada com líder do governo e presidente da Comissão Especial de Investigação pede instauração de CPI

Publicado por: suporte

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Na sexta-feira (20) estava marcada para as 14 horas, a primeira reunião da Comissão Especial que investiga as possíveis irregularidades na Secretaria Municipal de Operações Urbanas e Defesa Social, a partir de uma denúncia do jornalista Itamar de Oliveira.sobre desvio de pedras poliédricas

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Em declaração ao Divinews no dia 20 (sexta-feira) a vereadora Heloisa Cerri, testemunhou que Beto Machado disse não ser possível realizar a reunião pela ausência de um dos membros, o vereador Roberto Bento. E, que não tinha sido combinada a gravação da reunião.

Segundo a vereadora, Beto não gostou da presença da assessora da vereadora, e presidente do PV, Iris Moreira na reunião. Heloisa, disse que explicou que a assessora estava lá somente para inicializar a gravação no notebook e depois sairia. Mesmo assim, o vereador presidente da Comissão, se recusou a iniciar a reunião.

Heloisa afirmou que na constituição da comissão, Beto logo se mostrou disposto a assumir a presidência, e que ele teria dito no programa do Silvio França na Radio Minas, que o denunciante, Itamar de Oliveira, nem iria a reunião.

Diante das dificuldades iniciais da Comissão, a vereadora resolveu fazer um requerimento ao presidente da casa, Edmar Rodrigues (PRTB) solicitando a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI.

Heloisa afirmou que precisa da assinatura de cinco vereadores, mas que já tem sete asseguradas. Contudo, não quis divulgar quais vereadores vão assinar.

O Divinews em contato com o vereador Beto Machado, nesta tarde de sábado (21) para elucidação dos fatos. Confirmou que realmente Beto pediu o adiamento por dois motivos, o primeiro foi a ausência do vereador Roberto Bento e o segundo por que não havia deliberação quanto a gravação da reunião, acrescentando “A Iris que não é vereadora queria gravar” – “E, como presidente da Comissão, não vou aceitar o JUNTA E VAMOS” – “Se houver consenso, quanto a gravação, vamos contratar uma empresa especializada”

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Quanto a solicitação de CPI pedida pela vereadora Heloisa Cerri, o vereador Beto Machado explicou que no momento não existe esta possibilidade. Isto porque, o presidente só poderá acatar, após a conclusão dos trabalhos da Comissão Especial.

Finalizou, afirmando que são necessárias cinco assinaturas de vereadores, e que mesmo com as assinaturas, só depois do término dos trabalhos da Comissão Especial.

Release recebido da assessoria da vereadora Heloisa Cerri (PV)


 
CPI vai apurar denúncia de desvio de material para calçamento de ruas
Reunião da Comissão Especial para ouvir denunciante foi suspensa pelo presidente
 
A Comissão Especial de Investigação, nomeada pelo presidente da Câmara, vereador Edmar Rodrigues (PRTB), para apurar as denúncias feitas pelo empreiteiro e jornalista Itamar de Oliveira sobre desvio de material de calçamento, teria a primeira reunião de trabalho nesta sexta-feira (20). Formada pelos vereadores Beto Machado (PSDB), Dra. Heloisa Cerri (PV) e Roberto Bento (PT do B), a Comissão iniciaria seus trabalhos ouvindo o depoimento do denunciante Itamar de Oliveira. Entretanto, a reunião acabou sendo suspensa pelo presidente da Comissão Beto Machado, tendo como argumento a ausência de Roberto Bento.
 
Como a Comissão é formada por três vereadores, com a presença de dois membros havia quorum regimental para que Itamar de Oliveira fosse interrogado. Entretanto Beto Machado se negou veementemente a ouvir o depoimento dizendo que não faria a reunião na ausência de Roberto Bento. 
 
Para a vereadora Heloisa Cerri, a suspensão da reunião foi armação. “Isso é armação. Só pode ser. Havia quorum para a tomada do depoimento e se o vereador presidente da Comissão decidiu suspender o interrogatório, entendo que isso foi premeditado com o objetivo de se ganhar tempo nesta discussão”, disse Heloisa Cerri.
 
Com a suspensão da primeira reunião da Comissão, a vereadora Heloisa Cerri decidiu liderar um bloco de vereadores para pedir a constituição da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as denúncias. O requerimento de nº 111, com o pedido da composição da Comissão de Inquérito, terá a assinatura de seis vereadores – podendo subir para sete – e será lido na sessão da Câmara da próxima terça-feira (24).
 
No prazo de dois dia súteis, contados da reunião na qual foi lido o requerimento, o presidente da Câmara nomeará os membros da CPI, conforme determina o regimento interno. A partir da nomeação dos integrantes, a Comissão terá 120 dias para apuração do fato, com poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no regimento interno. Como o requerimento deverá ser lido na sessão da próxima terça-feira, na sessão de quinta-feira (26), serão conhecidos os membros da CPI do Calçamento.
 
De acordo com o Artigo 99, do Regimento Interno da Câmara, A CPI poderá, no exercício de suas atividades, determinar diligências, convocar qualquer autoridade municipal, Secretários e qualquer servidor da administração direta e indireta, tomar depoimentos de autoridades, ouvir indiciados, inquirir testemunhas, requisitar informações, documentos e serviços, inclusive policiais, e transportar-se aos lugares onde se fizer necessária sua presença.
 
“O pedido de instauração da CPI foi necessário, pois a Comissão Especial de Investigação não ia dar em nada. Na primeira reunião ficou claro que a ingerência do Executivo impediria uma investigação mais profunda e, por este motivo, decidimos que a CPI seria o melhor caminho, diante da gravidade das denúncias, já que, se realmente houve desvio de material para calçamento, o prejuízo à população, pelo menos agora, é incalculável”, disse Heloisa Cerri.

 
Conforme requerimento abaixo, a ser protocolado na próxima segunda-feira (23). A vereadora tem como certo a assinatura dos vereadores, Edson Sousa (PDT), Geraldinho da Saúde (PR) (já assinou), Fabiano Tolentino (PRTB) e Hilton Aguiar (PMDB). Prováveis, Adair Otaviano (PMDB), Antônio Pauano (DEM), Anderson Saleme (PR)

 



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