Em reunião ocorrida hoje de 15 às 17 horas com o promotor Alessandro do Ministério Público, estiveram presentes todo os membros da Comissão de Saúde, vereadores Geraldinho da Saúde, Edson Sousa e Heloisa Cerri. A secretária de saúde, Rosenilce Cherrié Mourão, o procurador do município, Rogério Farnesi, os médicos Alberto Gigante e Eduardo Chula, como convidado especial da comissão de saúde, professor Gilson Soares, presidente da FUNEDI/UEMG
A secretária de saúde em entrevista ao Divinews agora a noite, disse que mais uma vez se surpreendeu com a postura do promotor de justiça Alessandro, que de todas as formas tentou reconciliar os interesses das partes, mas infelizmente no foi possível, porque existem posições radicais.
“Mantivemos a proposta inicial, que está pautada em dois pilares, 20% de gratificação e revisão do PCCF – Plano de Classificação de Cargos e Funções. Eles querem um aumento isolado só para os médicos. Se concordamos com isto, em breve vamos ter outra greve, dos demais funcionários também reivindicando aumento e o município não agüenta”, afirmou Cherrié.
A prefeitura entrou com uma ação cautelar solicitando a ilegalidade da greve, baseada em dois motivos, a não legitimidade do SINMED-MG para decretar uma greve no município e o momento que delicado que a cidade passa com o surto da dengue.
A vereadora Heloisa Cerri (PV) disse ao Divinews que não teve acordo porque a SEMUSA não apresentou nada. A greve está legal e vai acontecer.
“Ela (Cherrié) está alegando que não recebeu o comunicado oficial da greve, mas recebeu sim, na sexta-feira, temos o protocolo assinado, isto legitima a greve” afirmou Heloisa.
Cerri finalizou “Tentei um adiamento da greve por 15 dias, mas o sindicato dos médicos não aceitou – Quem pediu sobrestamento do projeto 121 primeiro foi o vereador Adair Otaviano e depois o Edson Sousa, a pedido do Sintram”.
Alberto Gigante, simultaneamente representante do SINMED-MG e CRM-MG em Divinópolis, um dos líderes do movimento grevista, disse que a não houve nenhum progresso, porque a prefeitura levou para a reunião hoje no Ministério Público, a mesma proposta que já tinha apresentado para a categoria em dezembro, e o que levou e prometeu ainda não foi colocado em prática.
Sem esperança, Gigante, afirmou que nada ainda foi efetivado. “Tudo são promessas, a gratificação não é 20% direto, vai de 0 a 20% e nem sabemos direito quais são os critérios para esta avaliação e quem vai julgar. Alguns itens colocados o pronto-socorro não tem como realizar, é muito abstrato”.
“O prefeito entrou com uma liminar para decretar a ilegalidade da greve, mas está tudo dentro da lei, o SINMED-MG tem jurisdição aqui na região. Vai depender da cabeça do juiz. O que estamos colocando na mesa de negociação é que temos o pior salário da região. Agora, se outras categorias também vão querer aumento, isto não nos compete. É para executivo resolver, mas parece que eles querem nivelar por baixo”. Concluiu
Respondendo a uma pergunta do Divinews, Alberto Gigante respondeu: “Não estou arrependido de votar em Vladimir para prefeito, estou decepcionado, porque para me arrepender tenho que esperar os quatro anos. Mas, pelo que foi feito até agora estou decepcionado, porque coloquei minha cara prá bater, fui na televisão para pedir voto para ele.
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