A enfermeira Simone, mesmo diante do desespero de uma mãe angustiada, afirmou que a parte dela já havia feita, que era chamar a médica, Dra. Sandra, e que o resto já não era com ela.
Com a guerra estabelecida entre os funcionários do pronto-socorro, mais especificamente dos médicos, contra a administração pública, quem está pagando o “pato” é a população que precisa recorrer à saúde pública.
Não se sabe com quem está a razão. A secretaria de saúde diz que os funcionários estão boicotando os procedimentos administrativos e clínicos, por sua vez é acusada pelos médicos de má gestão, em todos os sentidos.
Já virou caso de policia e de intervenção do Ministério Público, independentemente de quem tem ou não razão. O povo é que não pode ficar no meio deste fogo cruzado.
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Prezados, (denúncia para a imprensa)
Tenho 30 anos e resido na localidade do centro de Divinópolis. Estou indignada com o atendimento que minha filha Luma de Cássia, 10 anos, recebeu na madrugada de 10/03, no pronto socorro. Minha filha faz tratamento de bronquite e havia um tempo que não tinha crises, mas teve uma crise forte de madrugada e os remédios (bombinha) não fizeram efeito, eu estava na casa de minha mãe.
Cheguei ao pronto socorro e o local não havia nenhuma criança na espera para atendimento, a enfermeira fez o cadastro e foi chamar a médica. Minha filha estava com dispnéia forte e reclamava de dores fortes no peito. A enfermeira (Simone) não deu os primeiros socorros que seria avaliar os batimentos cardíacos, não avaliou febre, simplesmente passou de um lado para o outro, falando que a parte dela ela havia feito que era chamar a médica (Dra. Sandra) e que o resto não era problema dela.
Não me contive em falar de voz alta e em choros que iria convocar a imprensa depois de 30 minutos, que seria mais que suficiente de minha filha piorar.
Sou formada como comissária de bordo e no curso aprendemos a importância da urgência em um atendimento nos casos de dispnéia. A falta de respiração suspende a oxigenação do sangue e sem sangue oxigenado o cérebro para de trabalhar, causando a morte cerebral. E sei de muitos casos de atendimento tardio. Minha revolta é saber que se faz tanta propaganda com o governo de Minas Gerais,e Divinópolis uma cidade que abrange tantas cidades vizinhas, tem um atendimento destes. Acredito que, uma maior fiscalização e mudança do quadro de funcionários, não sei, se resolveria, mas deve existir ainda pessoas interessadas em realizar um trabalho mais humano, com mais prazer. O salário pode ser pouco, mas não justifica uma equipe mal treinada como aquela.
O porteiro jogando paciência no computador, o vigia e os demais funcionários rindo do meu desespero. No final, acabei voltando com minha filha para casa e rezando para que conseguisse chegar em casa e dar um medicamento por conta própria, dos que ela já tinha costume.Pois a respiração ficava cada vez menor e ela já estava ficando zonza e nada de atendimento. Morei no interior de São Paulo e posso dizer que o atendimento de urgência é realmente de urgência.
Aqui em Divinópolis, acredito que a urgência deve ser quando o paciente já chega em estado de coma… Deixo aqui meu relato, esperando que haja uma posição da secretaria da saúde ou órgão responsável. Hoje foi a minha filha, que foi medicada por mim e esperou amanhecer para ir a um médico, amanhã pode ser outra criança, que pode não ter a mesma sorte de morar perto ou não ter medicamento de urgência. Precisamos mudar isto! E obrigada por ouvir meu desabafo!
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