Há alguns dias, em plenário a vereadora Heloisa Cerri (PV) levantou tal possibilidade. Fomos então confirmar, mais uma vez com ela, sobre este perigo que ronda o município.
A greve só não aconteceu ainda por uma questão de respeito a população, com esta gripe decidimos não paralisar agora. Hoje a tribuna que falou, disse sobre a falta de médicos no pronto socorro. Confirmo que realmente existe esta falta de médico sim. Os médicos não querem trabalhar por esse salário.
Os médicos gabaritados acham melhor atender num consultório. Inclusive para atender emergência no pronto-socorro é preciso que o profissional tenha experiência, seja gabaritado. Isto é importante para que consigamos num curto espaço de tempo fazer o diagnóstico correto. Colocar profissionais recém-formados só aumenta a catástrofe.
O salário de médico em Divinópolis é um dos mais baixos, R$ 1.710 reais. Fizemos um levantamento nas cidades da região achamos R$ 2.300 reais, R$ 3.800 reais, R$ 4.500 reais.
Estive em uma cidade próxima de São Tomé das Letras, um médico de posto chega a ganhar R$ 5 mil reais. A diferença é muito grande
Como a audiência pública que iria ocorrer no dia 18, foi cancelada pelo presidente da Câmara, Edmar Rodrigues, devido às medidas adotadas de prevenção. A reunião dos médicos será agendada para acontecer depois do pronunciamento do comitê de enfrentamento da gripe, marcada para o dia 20
Heloisa Cerri, finaliza esclarecendo que, a insatisfação dos médicos é devido também à constatação de que a secretária de saúde quer fazer política de saúde pública, sem a participação deles, e diz ser impossível não valorizar o ato médico.




