O indiciado desta vez é o ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi. Ele montou um esquema de desvio de dinheiro nas operações de crédito consignado para os funcionários do senado.
Naquela casa ninguém livra a cara de ninguém. É o verdadeiro salve-se quem puder.
Ele foi denunciado por formação de quadrilha e inserção de informações falsas no sistema, alem de exigir para si vantagens usando o poder do cargo.
O diretor é suspeito ainda de ter criado várias empresas de fachada para intermediar os empréstimos aos servidores. As operações eram autorizadas por ele mesmo.
Uma dessas empresas era a Contact Assessoria de Crédito, que tinha o filho do ex-diretor, Marcelo Zoghbi, e sua ex-babá, Maria Izabel Gomes, de 83 anos, entre os sócios majoritários.
Em depoimento à Polícia Legislativa, em maio, Maria Izabel, que também aparece como sócia de mais duas empresas de crédito que operavam no Senado, disse ter assinado alguns documentos por solicitação de Marcelo, sem o conhecimento do ex-diretor de Recursos Humanos. Marcelo, por sua vez, garante que o pai não tinha conhecimento dos negócios de sua empresa no Senado.
No Senado, Zoghbi já responde a três processos administrativos disciplinares, sendo um deles pelo crédito consignado. Outro, sobre os atos administrativos secretos, usados, entre outras coisas, para nomear ou exonerar parentes ou amigos de parlamentares, e mais um sobre o empréstimo irregular de um apartamento funcional para seu filho.




