A elevação da inadimplência ocorreu a despeito de uma nova redução das taxas médias de juros, que atingiram o menor nível desde junho do ano passado.
A inadimplência média ficou em 5,2 por cento em abril, ante 5,0 por cento em março. Em outubro de 2000, essa taxa estava em 5,3 por cento.
A alta foi liderada pela inadimplência das empresas, que passou para 2,9 por cento, ante 2,6 por cento no mês anterior. Entre as pessoas físicas, a inadimplência caiu 0,2 ponto percentual, para 8,2 por cento.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, reiterou a avaliação de que as medidas recentes adotadas pelo governo para elevar o volume de crédito na economia devem contribuir para reduzir a inadimplência, à medida que as empresas terão mais facilidade para rolar seus financiamentos.
“Com a crise, os bancos se mostraram muito conservadores, o que dificultou a rolagem de empréstimos antigos para alguns tomadores”, afirmou Lopes.
O volume de novas concessões de crédito caiu no mês passado, afetado pela apreciação do real, mas algumas linhas para pessoas físicas mostraram recuperação, como o crédito consignado para funcionários públicos e habitação.
As novas concessões de crédito no Brasil registraram em abril queda de 8 por cento ante março, mas tiveram alta de 1,2 por cento na comparação pela média diária.
O estoque total das operações de crédito no país cresceu 0,4 por cento em abril, para 1,248 trilhão de reais, o equivalente a 42,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em março, essa relação era de 42,5 por cento.





