Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), a leishmaniose matou, nos seis primeiros meses do ano, 20 pessoas e infectou outras 168 em Minas.
A leishmaniose visceral, também conhecida por calazar, é uma doença causada por um protozoário (Leishmania chagasi). Até meados da década de 90, a leishmaniose visceral era uma doença de transmissão característica de regiões rurais, passando a ser encontrada também em centros urbanos.
Na área urbana, o cão é a principal fonte de transmissão. Os animais contaminados, apresentando ou não sintomas, infectam os vetores que são insetos denominados flebotomíneos popularmente conhecidos por mosquito palha, birigui, e estes infectam o homem ou outro cão sadio.
Segundo dados da secretaria municipal de saúde de Belo Horizonte, a capital concentra o maior número de casos da doença em Minas Gerais e o índice de letalidade neste ano supera em quase quatro vezes a média nacional.
Em Divinópolis, até ontem (22), 198 cães foram examinados pelo setor de zoonoses, sendo que em 13 deles foi detectada a doença, 174 apresentaram resultados negativos e 11 indeterminados.
Os números de animais examinados já são maiores do que a soma dos anos de 2007 e 2008. Em 2008, foram examinados 46 cães, sendo que 02 casos foram positivos, 32 negativos e 12 indeterminados. Em 2007, foram examinados 18 animais, sendo 03 positivos e 15 negativos.
A coordenadora da Vigilância em Saúde de Divinópolis, Adriana Gomes, disse que o Centro de Referência em Vigilância da Saúde Ambiental – CREVISA, que é um aprimoramento do antigo Centro de Controle de Zoonozes – CCZ, tem desenvolvido um papel efetivo no mapeamento dos casos.
Uma criança da cidade de Bambuí foi internada no mês passado em Divinópolis com suspeita da doença, mas de acordo com Adriana, nenhum caso foi confirmado em humanos na cidade, mas disse que a Vigilância em Saúde está atenta aos resultados e aos fatores de risco.






