Na segunda-feira, (20), por volta das 00h00, a Polícia Militar esteve no bairro São Bento, no município de Cláudio, no qual ouviu a denúncia da própria mãe da criança. Segundo A.M.S., na noite anterior, (19), ela estava na cozinha quando ouviu seu filho chorar. Ao chegar no quarto, viu que seu marido, O.A.S., de 36 anos, estava com seu órgão genital na área glútea da criança.
O Conselho Tutelar encaminhou a criança para a Patrulha de Atendimento Multidisciplinar (PAM), que desenvolve um trabalho articulado entre diferentes profissionais, a fim de diminuir as reincidências de casos de violência intrafamiliar.
A criança foi levada para ser examinada, mas segundo o médico de plantão do PAM, disse que a vítima deveria ter sido encaminhada na noite anterior e que não podia constatar o fato.
O autor foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia da Cidade para ser ouvido. Após a denúncia, uma testemunha relatou que no dia anterior, o mesmo homem estava entre várias crianças e mostrou os genitais para elas. A pena para o crime de estupro pode variar de seis a dez anos.
Especialistas informam que estatísticas nacionais e internacionais apontam o pai e padrasto como principais agressores, seguidos pelo avô e tio. Ou seja, pessoas do núcleo familiar, ou muito próximas dele e que tem um acesso privilegiado a essa criança.
O dia 18 de maio é um dia de reflexão nacional sobre o abuso sexual contra crianças e adolescentes, tendo sido instituído pela Lei Federal nº 9970/00, data escolhida em razão do crime que comoveu todo o Brasil, conhecido como “Crime Araceli”, nome de uma menina de apenas oito anos de idade que foi estuprada e cruelmente assassinada em Vitória (ES), em 18 de maio de 1973.
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