Após voltar de viagem à França, onde foi recebido pelo Ministro de Transportes Dominique Bussereau, o deputado federal Jaime Martins, presidente da Comissão de Viação e Transportes, em entrevista coletiva, falou sobre seu projeto de implantação do trem de alta velocidade no Brasil que já foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. Com a efetivação da proposta, que deve ser apresentada em Audiência Pública no dia 05 de agosto, o país ganha um meio de transporte ágil e seguro.
A visita à França pretendia a troca de experiências sobre os trens de alta velocidade que naquele país alcançaram 574,8 Km/H, uma vez que a tecnologia a ser usada no Brasil ainda está sendo estudada. Outra possibilidade é o modelo do Trem Bala, no Japão, mas muitos países como Coréia, Itália e Alemanha podem fazer parte da licitação para ser o fornecedor da tecnologia. Critérios como segurança, velocidade e menor custo devem ser usados no processo licitatório. Os cálculos giram em torno de R$15 bilhões.
Já para a concessão da prestação de serviço à empresa brasileira, a escolha deverá se pautar principalmente pela menor exigência de intervenção do governo brasileiro. Jaime Martins disse que já se falou inclusive na auto-sustentação do projeto, mas ele não acredita que uma empresa privada consiga bancar tudo.
De acordo com Jaime um terço do trajeto deverá ser feito com obras de arte como túneis e viadutos, o que aumenta os custos, mas ainda assim o deputado acredita que seja um bom investimento do governo federal, “o trem passará a fazer parte do patrimônio do país”, explica.
O projeto prevê a ligação entre o trecho Rio/São Paulo/Campinas, mas, num segundo momento, Jaime garante que o transporte de alta velocidade deverá fazer a linha Belo Horizonte/São Paulo/Curitiba, passando por Divinópolis, “já está previsto um ponto de parada em Divinópolis, não gosto de falar disso porque está longe, mas dentro da logística se trabalha com planejamentos a longo prazo” diz o deputado.
Os benefícios apontados são inúmeros: o desafogamento do trânsito (prevê-se a ligação dos pontos de embarque por metrôs e outros veículos), alto nível de segurança (nunca houve um acidente com vítimas fatais em todo o mundo), a diminuição da emissão de CO2 no meio ambiente (evitando o efeito estufa), alta velocidade e pontualidade (o trecho Rio/São Paulo deverá ser feito em 1h15 e a média de atraso é de cinco segundos).
A intenção é que as obras fiquem prontas até a Copa de 2014 para que os visitantes não passem pelo transtorno da dificuldade de locomoção, mas o prazo pode ser estendido até 2016. Jaime acredita que o trem de alta velocidade possa ser um marco para o desenvolvimento do Brasil, assim como aconteceu no Japão “ele não só levará pessoas de um ponto a outro, mas se tornará um grande eixo de desenvolvimento”, finaliza.





