Numa medida que certamente agravará a tensão regional, a Coreia do Sul decidiu aderir a uma iniciativa liderada pelos EUA para interceptar navios suspeitos de transportarem armas de destruição em massa, algo que Pyongyang alerta que irá considerar como uma declaração de guerra.
A agência sul-coreana de notícias Yonhap citou uma fonte do governo em Seul segundo a qual o Norte testou um míssil terra-ar e um míssil terra-mar na sua costa leste. Os mísseis tinham alcance de cerca de 130 quilômetros.
Fontes oficiais sul-coreanas ouvidas pela imprensa disseram que Pyongyang poderá testar mais mísseis na quarta-feira.
Na segunda-feira (25), o país havia disparado dois mísseis de curto alcance após realizar um novo teste nuclear.
A segunda ação nuclear norte-coreana atraiu forte condenação de potências regionais, e o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que Pyongyang se porta como uma ameaça à segurança internacional.
Obama tranquilizou o governo sul-coreano quanto ao compromisso dos EUA em defender o país, oficialmente ainda em guerra contra a Coreia do Norte, apesar do armistício em vigor desde 1953.
Mas há pouco que Washington possa fazer para conter a isolada Coreia do Norte, punida por anos de sanções internacionais e tão miserável que precisa de ajuda estrangeira para alimentar os seus 23 milhões de habitantes.
Analistas dizem que a nova exibição de força norte-coreana serve para que o dirigente Kim Jong-il reforce seu domínio interno, de modo que possa controlar melhor sua sucessão, direcionando-a para um dos filhos — ele próprio já herdou o poder do seu pai, Kim Il-sung, e há rumores de que teria sofrido um derrame no ano passado.






