Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo e a TV estatal do Japão, NHK, os trabalhos teriam sido iniciados na segunda-feira. As informações foram atribuídas a fontes não identificadas na capital chinesa, Pequim.
No mês passado, o governo norte-coreano havia dito que parara de desmontar sua infra-estrutura nuclear em Yongbyon, acusando o governo americano de não cumprir sua parte no entendimento.
A Coréia do Norte quer ser removida de uma lista americana de Estados que promovem terrorismo, o que ainda não ocorreu.
GESTO SIMBÓLICO – Em junho, Pyongyang submeteu, com grande atraso, um relatório revelando detalhes de suas instalações nucleares, e esperava a remoção imediata de seu nome da lista.
Entretanto, os Estados Unidos afirmaram que isso não seria possível até que o país concordasse com inspeções para verificar a veracidade do que havia revelado.
O grupo dos seis países que negociam a questão norte-coreana – Estados Unidos, China, Rússia, Japão e as duas Coréias – ainda não chegou a um entendimento sobre a melhor maneira de verificar essas informações.
No fim de agosto, em protesto, a Coréia do Norte anunciou a suspensão do desmantelamento das instalações de Yongbyon. A decisão de voltar a equipar o sítio nuclear, conforme as informações das agências, seria um passo adiante.
O repórter da BBC na capital sul-coreana Seul, John Sudworth, diz que não está clara a extensão do trabalho de reconstrução empreendido até aqui. Mas recompor o reator, segundo o repórter, não será "um trabalho fácil" porque grande parte das instalações já foi desmantelada.
De Washington, o canal de TV americano Fox News exibiu uma reportagem com conteúdo similar ao dos veículos japoneses, citando uma autoridade americana que teria qualificado a decisão norte-coreana de apenas "simbólica".
Sob supervisão americana, engenheiros norte-coreanos começaram em novembro os trabalhos para desfazer Yongbyon.
A principal torre de esfriamento do reator foi demolida em junho, em um gesto interpretado como forte compromisso de Pyongyang de levar adiante seu desarmamento nuclear.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade





