A informação foi dada à imprensa pelo líder do DEM, senador José Agripino (DEM-RN), que explicou que a decisão sobre qual dos dois oposicionistas será candidato a presidir a comissão será tomada só após o PMDB e a base de apoio do governo indicarem os parlamentares que farão parte da CPI, o que só deve ocorrer na próxima semana.
– Queremos o entendimento entre o bloco da minoria e a base do governo em torno de uma candidatura que tenha viabilidade de ganhar, tendo ela uma postura equilibrada e decidida no rumo da investigação – explicou o senador.
O governo, em tese, tem maioria na CPI, e não há garantia de que haverá acordo para que a presidência da comissão fique com a oposição, que reivindica pelo menos um cargo diretivo na CPI.
Na ocasião, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), confirmou que a oposição terá apenas três das 11 vagas na comissão. Os oposicionistas pleiteavam quatro vagas. Virgílio afirmou que o partido pedirá à Sarney que seja feita uma revisão do Regimento Interno do Senado para que no futuro passe a ser respeitada a proporcionalidade na indicação de nomes para as vagas das comissões.
– A solução [de garantir três vagas e não quatro como a oposição pedia] pode não ter amparo regimental, mas está amparada em regra velha, que tem que ser mudada ontem -disse o senador.
Virgílio defendeu a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para a presidência da CPI. Segundo Arthur Virgílio, o PSDB considera que agora é a vez do partido presidir uma comissão de inquérito.
– Estamos buscando um acordo, os próximos dias serão intensos e produtivos, mas só na semana que vem vamos decidir – afirmou.
Arthur Virgílio contou ainda que o DEM e o PSDB terão em conjunto três vagas e duas suplências na comissão e dividirão as vagas da seguinte forma: quem disputar a posição de comando, possivelmente a presidência da CPI, ficará com uma titularidade e uma suplência. O outro partido terá duas titularidades e uma suplência.
A reunião também serviu para que os líderes dos dois partidos – Sérgio Guerra (PSDB-PA) e José Agripino – “aparassem as arestas”, disse o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Os dois partidos envolveram-se em uma polêmica discussão sobre a data de leitura do requerimento de instalação da CPI. O PSDB não aceitou acordo, que recebeu o aval do DEM, de adiamento da leitura do requerimento.
Protestos
O senador Sérgio Guerra afirmou, quando questionado pela imprensa, que a manifestação ocorrida no Rio de Janeiro em que 4 mil pessoas se posicionaram contrárias à CPI, foi “desnecessária”.
– Não desejamos fazer nada que prejudique a Petrobras, queremos livrar a empresa de políticos que querem o uso indevido daquela instituição. Queremos a limpeza de certas áreas que estão comprometidas – disse.





