A criação líquida de vagas foi de 106.205 em abril, o melhor resultado desde setembro, ainda que bem inferior aos 294.522 postos gerados em abril do ano passado, mostraram dados do Ministério do Trabalho nesta segunda-feira.
“O resultado consolida uma tendência de recuperação já iniciada em março”, afirmou Lupi a jornalistas ao comentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No ano, o saldo de empregos passou a ser positivo pela primeira vez, em 48.454 postos. O resultado representa apenas 6 por cento do total de 848.962 vagas criadas no mesmo período do ano passado.
O saldo líquido de novas vagas em abril resultou da admissão de 1,350 milhão de trabalhadores –segundo maior da série do Caged para abril– e demissão de 1,244 milhão –resultado recorde para o mês.
O setor de serviços foi responsável pelo maior número de contratações líquidas (59.279), seguido do setor agropecuário (22.684) e da construção civil (13.388).
A indústria da transformação voltou a criar vagas pela primeira vez desde outubro, mas o número ficou positivo em apenas 183 postos. Lupi afirmou que o setor continua sendo objeto de “preocupação” para o governo, particularmente a indústria metalúrgica e mecânica, onde a trajetória de emprego segue negativa.
Ele previu, contudo, que o dado geral do Caged em maio será melhor que o de abril e que, no ano, serão criados “mais de um milhão de empregos” formais no país.
Sua projeção leva em conta uma estimativa de crescimento de 2 a 2,5 por cento do Produto Interno Bruto este ano, bem acima do estimado pelo mercado e maior do que a do próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, na semana passada falou em expansão de zero a 2 por cento.
Analistas do mercado apostam em uma queda de 0,49 por cento do PIB este ano, segundo a última sondagem feita pelo Banco Central.






