Desde fevereiro do ano passado vem se arrastando a eleição da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e região Centro-Oeste – Sintram. No entanto, ontem (12), o desembargador Caio Luiz de Almeida julgou o pleito válido e deu posse aos membros da chapa 1.
A eleição havia sido anulada pela junta eleitoral que é formada por dois componentes de cada chapa concorrente. De acordo com Silvanio Alves da Silva, novo presidente empossado, os membros da chapa 2 e 3 se uniram para impedir que a chapa ganhadora assumisse, declarando haver irregularidades na eleição.
“Foi uma angústia”, disse Alair Fonseca, suplente da nova diretoria, “agente confia na justiça, mas quando uma pessoa não quer aceitar o que foi decidido é difícil” completou, dizendo do processo que já havia sido ganho, em primeira instância, pela chapa 1, sem que os adversários aceitassem a derrota.
Apesar da manobra, a chapa 1, composta por Silvanio, Marco Antônio Pinto, Helder Francisco Fernandes, Mara Teide de Freitas, Frederico Vitor Freitas, Cláudio Gonçalves e Faber Clayton, assim como os suplentes e membros dos conselho fiscal, foi empossada pelo desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª região que fez nova apuração das eleição e declarou-a legítima.
A nova diretoria já assume com a incumbência de averiguar denuncias de irregularidades que teriam sido cometidas por antigos diretores. O mandato será de três anos, contados a partir da data da posse.
A denúncia
De acordo com Silvanio, chegou a ele denuncias de irregularidades cometidas por membros da antiga diretoria. O presidente explicou que, assim que soube, tentou levantar os dados para se comprovar o que ficara sabendo.
Comprovando a denúncia, três diretores, por conta própria, declararam estarem devendo certa quantia ao Sindicato e parcelaram o montante em cinco anos sem jurus. A dívida teria sido contraída por uso, indevido, do cartão corporativo, que teve seu limite alterado, possibilitando compras de altos valores.
A partir da declaração dos diretores, Silvanio afirmou ter feito uma apuração rasa por meio da qual teria detectado um débito de R$52 mil, maior que o anunciado. Diante dos fatos, o presidente apresentou a denúncia aos servidores públicos que exigiram a realização de uma auditoria para se ter conhecimento do valor exato.
“Isso já fazia parte da plataforma da chapa 1, mas agora é uma exigência do servidor”, disse o presidente.
Silvânio contou que mesmo aqueles que assumiram a dívida, o fizeram de maneira inapropriada e principalmente sua quitação foi estabelecida de forma inadequada, “quem é que empresta esse dinheiro para pagar em cinco anos sem cobrar ao menos correção monetária?”, questionou.
A auditoria deverá ser feita por uma empresa sem relação com o Sindicato. O próximo passo da nova diretoria é fazer o orçamento de quanto ficará a prestação do serviço para que seja dado inicio às apurações.




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