A novela que virou o caso do Sindicado dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintram) parece não ter fim. Após 1 ano das eleições da nova presidência, a Chapa 1 que supostamente foi vitoriosa nas urnas ainda não tomou posse. Membros da Chapa 2, que fazem parte da atual mesa diretora, alegam que a eleição foi fraudulenta e se recusam a deixar o Sindicato.
Como se não bastasse a polêmica da eleição, outro episódio marcou o nome do Sintram nas últimas semanas. Uma denúncia de apropriação indébita envolvendo alguns membros da atual mesa diretora, que supostamente teriam usado indevidamente os cartões do Sindicato, ressuscitou o debate de quem deve assumir a diretoria. Em Assembléia na Câmara Municipal na quarta-feira (11) foram apresentadas algumas propostas e os servidores presentes votaram, definindo diretrizes a serem tomadas a fim de solucionar os problemas. Entre as propostas estava a suspensão da ajuda de custo dos cartões dos diretores, que é no valor de R$ 500.
Outra determinação da Assembléia foi que os membros da Chapa 2 deixassem a mesa diretora do Sindicato, para que a Chapa 1 que venceu nas urnas há 1 ano, tome posse e posteriormente contrate uma auditoria para apurar o caso do uso indevido do limite dos cartões.
Apesar de tais fatos terem sido votados em Assembléia, apenas uma das determinações está sendo realmente cumprida. De acordo com Silvanio Alves, atual presidente do Sintram, os cartões dos diretores já foram cancelados. “No dia seguinte eu devolvi o meu. É só isso que está sendo cumprido”, contou.
Em relação ao pedido de renúncia dos membros da Chapa 2 que compõem a atual mesa diretora, o que também foi definido através do voto dos servidores presentes na Assembléia, a determinação não está sendo cumprida. Viviane Cóllen e Marlandes Evaristo, que compõem a atual mesa diretora e são membros da Chapa 2 que foi derrotada nas urnas, até a manhã dessa segunda-feira (16) permaneciam na diretoria do Sindicato.
Viviane Solar Cóllen, que faz parte da atual mesa diretora e era candidata a assumir a tesouraria pela Chapa 2 na última eleição, pronunciou dizendo que vai permanecer na diretoria do Sintram até que a Justiça decida sobre a eleição. “A renúncia é pessoal. Ninguém pode obrigar a renunciar”, disse Cóllen e completou: “Estamos cumprindo uma ordem judicial, que permaneça a atual diretoria até que saia a decisão”, reforçou. A diretora adiantou ainda que seja qual for a decisão judicial, será acatada. ”Até lá vamos continuar fazendo nosso trabalho”, finaliza.
Em relação ao caso do uso indevido dos cartões, Silvanio contou que foi convocado à prestar uma declaração no próximo dia 26 junto à Delegacia Regional e que até o momento nada foi comprovado.





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