O cenário político em que serão realizadas as eleições para escolha dos deputados estaduais e federais ainda não está delineado. Por enquanto, só é possível fazer conjecturas e futurologia. Para deputado estadual alguns nomes despontam com solidez, outros são meras estratégias em busca de visibilidades.
Os sólidos têm na sua sustentação político-eleitoral, grupos políticos e financeiros consistentes, propostas, plano de ações, obras realizáveis e base eleitoral. Tudo isso traz os conteúdos mais importantes na política: credibilidade e competitividade. Existe um pré-candidato a deputado estadual que não está sensibilizando a classe média. E não está percebendo. E esta categoria social é basilar para construção da imagem do candidato. formador de opinião, com confiabilidade que reproduz como caixas de ressonância seus valores morais e culturais aos seus clientes, alunos, fornecedores etc.
Muitos candidatos a deputado estadual estão iludidos com a visão microscópica das eleições. Esta visão é aquela em que o candidato considera apenas seu potencial eleitoral na cidade em que reside, sem se preocupar com a política regional.
Os políticos divinopolitanos, salvo o deputado federal Jaiminho Martins (PR) e o estadual Domingos Sávio (PSDB), não se envolvem de forma eficiente, no seu dia a dia, com as forças políticas que atuam na Região Centro-Oeste mineira.
Para se tornar um candidato a deputado, o pretendente deve saber identificar a cultura das cidades da região, assim como conhecer as novas forças políticas que estão surgindo nesses municípios. Cada região tem sua identidade cultural, econômica e social.
O conhecimento desta questão pode se tornar fator de contenção de gastos. Se o pré-candidato a deputado consegue, com credibilidade, palpitar sobre as questões municipais da cidade em que está discursando, certamente sensibilizará os eleitores. Assim, seu discurso será absorvido mais rapidamente, economizando o tempo de fixação da mensagem na mente do eleitor.
Este conhecimento sobre as cidades da região permitirá, ainda, ao pré-candidato, avaliar as possibilidades de pacto, alianças interpartidárias e principalmente planejar sua candidatura. Outra questão fundamental é a relação do candidato com o eleitor.
O ator mais importante da eleição é uma caixa-preta, que às vezes reage de forma surpreendente aos estímulos que lhe são apresentados. É claro que estamos falando do eleitor, cuja simpatia é tarefa árdua de se conseguir. Outra atitude fundamental para um candidato ser bem sucedido em sua campanha eleitoral é buscar credibilidade. A relação de confiança é conquista que deve ser construída em ações macros, mas o perigo está também nos detalhes. Um pré-candidato que é acusado de usar a máquina pública, que se omite diante de corrupção, fatalmente terá grande dificuldade de se desvencilhar desta imagem.
Engana-se quem acredita que o eleitor não tem memória. Quando uma atitude ou ação o emociona ou decepciona, ele registra subliminarmente este acontecimento. Às vezes nem se lembra com detalhes do acontecido, mas cria rejeição ao candidato.
Uma prova de que o brasileiro tem memória é perguntar-lhe qual foi a escalação da Seleção Brasileira de Futebol campeã em 1998. Como ela o emocionou, ele escalará sem erro a equipe, e se lembrará dos reservas. Na próxima semana situaremos nominalmente os candidatos a deputado estadual e federal dentro deste contexto apresentado.





