A demanda mundial por aço deve cair 15% em 2009, a maior queda desde a segunda guerra mundial. A previsão foi realizada pela Associação Mundial de Aço, cujos membros produzem cerca de 85% do aço comercializado no mundo. Espera-se que a demanda se estabilize no final de 2009 e comece a recuperar em 2010.
Em Divinópolis a redução do consumo de aço causa efeitos devastadores na economia. As empresas ligadas ao segmento movimentam milhões de reais, geram milhares de empregos diretos e são fundamentais para a existência de inúmeras outras pequenas empresas e comércios na cidade. O preço do minério de ferro, cuja extração se caracteriza como peça fundamental da economia regional, caiu abruptamente de U$200,00 para U$60,00, o que gera ainda mais desemprego e desaquecimento econômico.
Segundo José Elísio Batista, secretário adjunto de indústria e comércio, nenhuma indústria de Divinópolis está conseguindo exportar, visto que os maiores compradores já têm estoque para manter o atual ritmo de produção até agosto deste ano. Elísio afirma que não existem medidas, cabíveis ao governo municipal e estadual, para estimular a produção: “Cabe ao governo federal criar linhas de crédito que facilitem a exportação. A nível estadual e municipal, uma medida paliativa seria aproveitar os inúmeros trabalhadores, que perderam seus postos devido à crise, para tocar obras públicas de maior porte. Acredito que uma recuperação só ocorrerá em 2010.”
Afonso Gonzaga, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG – na região centro oeste, informa que ocorrem reuniões com os empresários do setor metalúrgico quase diariamente, no entanto ainda não foi possível encontrar uma solução em curto prazo. O presidente da FIEMG explica que Minas Gerais é o estado mais afetado pela queda no consumo de aço mundial, visto que as atividades de extração, beneficiamento e industrialização do minério de ferro são carros chefes da economia mineira. Portanto a FIEMG está empenhada em encontrar alternativas e soluções para a crise, junto ao governo estadual e aos empresários, no entanto o mercado mundial não oferece oportunidades de negócio.





