Na comemoração dos cem dias de governo, um dos pontos mais ressaltados foi a reforma administrativa. Tanto porque segue as diretrizes de um novo modelo de gestão, quanto por ter possibilitado uma redução de aproximadamente 38% do quadro de pessoal. Por isso, o Divinews foi apurar o que realmente significa esse número.
O Secretário Municipal de Planejamento, Antônio Luiz Arquetti Faraco Júnior, explicou que o enxugamento da maquina pública se deu nos casos de cargos comissionados e agentes políticos, passando de 350 para 213. Os agentes políticos são os secretários, o prefeito e vice-prefeito e os cargos dos conselhos indicados pelo executivo. Os comissionados tratam-se daqueles de livres nomeações e exoneração, ou seja, as indicações políticas, existentes em qualquer governo do mundo.
Essa redução possibilitou uma economia mês de aproximadamente R$108 mil, se comparado com dezembro do ano passado. Tendo como parâmetro a mesma estrutura do governo anterior, com os ajustes salariais dessa administração, a diferença seria de R$125 mil ao mês, sem contar EMOP e Diviprev.
A saúde foi a área em que houve maior economia com os altos cargos. A economia gerada no setor gargalo de qualquer administração, prioridade do governo de Vladimir Azevedo, poderá ser revertida em melhorias para a população.
De acordo com o Secretário existem algumas limitações, como é o exemplo dos apostilados, que não podem ter seu salário reduzido mesmo com a mudança de funções. Atualmente, eles são em número de cento e onze, mas, como desde 2007 não há mais concursos que prevêem esse direito, deve-se chegar ao máximo de 250. Uma estimativa complicada de se fazer, pois a prefeitura não dispõe de um sistema que forneça as informações necessárias a esse calculo, que leve em conta a data de aposentadoria, quando os funcionários deixam de ser onerosos para a administração.
Tal ferramenta já está em processo de elaboração pela pasta adjunta de Governança Eletrônica que tem à frente Rodrigo Luiz Comitante Leão, que já apresentou vários projetos de informatização com conseqüentes economias para os cofres públicos, uma continuidade na proposta de enxugamento da máquina pública.






