A construção dos cem dias de governo, em Divinópolis-MG, após período de chuvas, estragos e redução de receita

Publicado por: suporte

Eleito para governar após um período de chuvas que implicou na necessidade de reestruturação da cidade e diante de uma crise que ocasionou a queda na receita do município, Vladimir Azevedo fala sobre as ações a serem realizadas para tomar as rédeas da cidade. De acordo com ele, dois caminhos difíceis de compatibilizar, de um lado uma cidade afetada com uma das maiores enchentes da história, seis mil famílias atingidas, mais de cem desabrigadas, e, ao mesmo tempo, estragos, buracos e matos, do outro lado, receitas caindo com uma média de R$1 milhão/mês.

“O primeiro trimestre fechou com uma queda de mais R$3 milhões em relação ao mesmo período do ano passado”, conta Vladimir que afirma ser essa uma situação que exige muito trabalho, criatividade e economia.

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Para a superação das dificuldades o prefeito também afirmou ser necessária a união da equipe de trabalho da prefeitura, para que todos remem para o mesmo lado, além de muito planejamento “esse pode ser o antídoto que está fazendo com que a coisa flua”, reflete.

Outro ponto considerado importante por Vladimir foi a parceria com o governo de Minas Gerais, que liberou R$2milhoes e meio que estão sendo empregados na reestruturação da Rua Maria da Paz e da ponte do Manuel Valinhas e em ouros dois pontos para os quais já haverá a licitação – já que fogem da situação emergencial – que são o calçadão do Porto Velho e as proximidades da ASCADI.

Questionado sobre a continuidade na forma de governar, estando sempre acessível e com pique para obras, Vladimir respondeu que enquanto tiver condições de saúde permanecerá sempre presente, principalmente nos lançamentos de obras, que considera ser o mais prazeroso “eu aprendi a fazer política assim, eu gosto do corpo a corpo, é uma característica pessoal e não marketing político”

Garantiu que todas as obras e programas lançados estão lastreadas com ações palpáveis, articuladas com os governos estadual e federal, e que não fará “oba-oba” para lançamento de nada que não esteja pronto para a execução, pois não quer se encaixar em uma frase que ele mesmo repetiu: “no Brasil existe muita iniciativa, mas pouca ‘acabativa’”

Vladimir disse que ao final de seu governo quer ser lembrado como empreendedor, honesto, presente e que a população tenha orgulho do voto que lhe conferiu.

O que faltou nos cem dias

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Vladimir disse que dentro do que foi planejado para os cem dias houve até mesmo superação das expectativas. “Vocês viram que já foram muitas ações em todas as áreas, mas acho que o que mais vale é o espírito de equipe e o planejamento”, disse ele aos jornalistas.

No entanto, Azevedo tem consciência que governar Divinópolis não é fácil. Segundo ele, quando se senta na cadeira de prefeito, vê-se envolvido por um furacão, uma instituição complexa com 4600 funcionários que tem desde a área de esgoto a medicina especializada e mais de 15 mil alunos na rede de ensino “se nos descuidarmos, caímos na rotina, ai o furacão te absolve e nunca mais se controla a coisa. Por isso é preciso planejar e não ficar somente apagando incêndios”

O prefeito disse que ele e sua equipe estão desenvolvendo o planejamento estratégico e já existe um contato com o IMDG e com o movimento Brasil Competitivo para colocar fogo na gestão por resultados, aumentando a receita sem pesar no cidadão, diminuindo despesas e localizando ralos de despesas para corrigi-los.

Preparação para o combate pós cem dias de namoro

Alguns afirmam que os cem primeiros dias é um período de lua de mel em que ninguém, se opõe, ou ataca e que os bons ventos deixariam de soprar com tanta freqüência após esse período, mas Vladimir Azevedo disse que os considera um marco simbólico, simplesmente uma cultura Rusiveldiana inaugurada com o New Dial, e que continuará trabalhando até o fim do mandato como trabalhou até aqui.

“Estarei no mesmo ritmo, com a mesma motivação e mesmo grau de transparência, se alguém balizou que não bateu até agora e deve começar a bater, ai é uma questão de foro intimo dessa pessoa e eu estou com a consciência tranqüila”

Azevedo faz questão de afirmar que não tem inimigos políticos, somente adversários de época de eleição, mas que pode haver pessoas que queiram misturar adversários de eleição com projeto pessoal, prejudicando Divinópolis. No entanto disse estar aberto a críticas “acho que a crítica é salutar, mas deve ser construtiva, no sentido de fazer o aprimoramento da gestão”.

Também disse que não se desestimulará com os embates, mas que se houver ofensa de ordem moral a justiça fará seu papel e, fora essas situações, a crítica construtiva é sempre bem vinda.


Mote de campanha eleitoral – enxugamento da máquina pública e aliança com Lula

“Gastar menos com a máquina para gastar mais com as pessoas”. Essa foi a proposta do então candidato a prefeito Vladimir Azevedo. O Divinews perguntou ao atual ocupante do posto máximo do executivo municipal se a promessa foi cumprida, Azevedo explicou que o processo está em andamento, na primeira etapa, a reforma administrativa reduziu 37% dos cargos comissionados, a projeção é de que o impacto no mandato será próximo de R$ 500 mil. O segundo passo será o aumento de receitas e a diminuição de despesas, localizando gargalos.

Outra estratégia de marketing usada nas campanhas eleitorais para prefeito, desta vez por outro candidato, foi a proximidade com o governo Lula devido ao pertencimento ao mesmo partido do candidato a vice-prefeito. Quando perguntado se a diferença partidária com o governo federal tem atrapalhado, Vladimir garante que não. Ele afirmou que as relações tem se dado de maneira natural e diplomática e que a vinda do ministro Beto Cury para a solenidade de inauguração do ProJovem Urbano é sinal disso.

“Eu tenho uma postura republicana e o presidente Lula também. A eleição acaba e cada um deve abaixar suas bandeiras e pensar nas pessoas” disse Vladimir. O prefeito afirmou que já esteve com vários ministros no próprio palácio e, ainda hoje (14), estará em Brasília com o ministro Patrus Ananias, para tratar de assuntos do interesse de Divinópolis. Azevedo também exemplificou que está articulando com o deputado Jaime Martins que na época da campanha tinha seu irmão como candidato, afirmando que as relações institucionais prevalecem sobre as político-eleitorais.

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