A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga irregularidades na liberação de recursos para organizações não-governamentais (CPI das ONGs) deve votar 43 requerimentos na reunião marcada para esta terça-feira (7), às 10h. A maioria deles pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de diretores de ONGs e de entidades oficiais, incluindo a Fundação Universitária de Brasília (Fubra).
A CPI deve votar também a convocação de Elza de Fátima Costa Pereira para prestar esclarecimentos sobre o envolvimento da ONG Meu Guri no esquema de liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), objeto da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal.
Elza é mulher do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, que é fundador da ONG Meu Guri. Denúncias revelam que o BNDES liberou, a título de doação para a entidade, R$ 6 milhões. A Polícia Federal suspeita que Paulinho e a mulher tenham se beneficiado de parte do dinheiro.
O presidente da CPI, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou a disposição de priorizar as investigações sobre a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), ligada à Universidade de Brasília (UnB). A Finatec ficou conhecida após denúncias, veiculadas pela imprensa, de uso de recursos destinados à pesquisa científica na compra de móveis de luxo para o apartamento do então reitor da UnB, Timothy Mulholland.
A fundação também está sendo investigada pelo Ministério Público por supostas irregularidades no repasse de recursos e por desvio de finalidades de suas funções.


