Secretário adjunto de Desenvolvimento Sustentável, José Elísio Batista, fala das iniciativas do governo para contornar a crise

Publicado por: suporte

A crise já trouxe várias conseqüências para Divinópolis, uma delas é o adiamento em seis meses na vinda da PROEMA para a cidade, uma vez que despenderia um investimento de R$110 milhões, mas o secretário adjunto de Indústria e Comércio, José Elísio Batista, afirma que o município tem tentado minimizar os estragos. A crise parece ter dado uma sacolejada nos industriais da cidade que se movimentam para ganhar novos mercados.

O secretário adjunto afirmou que uma das atitudes necessárias para minimizar os efeitos da crise é o governo ser solidário com as empresas, estar presente. De acordo com ele, os setores mais afetados, nesse momento, são metalúrgico, siderúrgico, mecânico e de fundição. “Estamos buscando apoiar a inserção em novos mercados” afirmou. José Elísio conta que nas áreas de ferrovias, tanto manutenção, equipamentos, quanto vias permanentes estão sofrendo menos com a crise, porque são das poucas áreas do PAC que estão funcionando, “as pessoas estão consumindo e Divinópolis tem um potencial enorme para atender o setor ferroviário” disse.

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Elísio conta que um grande trabalho está sendo feito para buscar mercado para o setor de fundição no segmento ferroviário “Junto às ferrovias brasileiras, tem uma negociação para tentar exportar freios para a França temos a Poligue, por exemplo, hoje uma empresa de ponta na área de freios ferroviários, estamos negociando encomendas para material de via permanente como grampos, AMV, equipamento que muda as locomotivas de linha, castanha, placa, tilefon (parafusos que fixam trilhos). Tem também uma negociação que estamos fazendo com a Gevisa que é a única fabricante de locomotiva, que pertence a GE”, conta José Elísio.

Outro segmento para o qual o subsecretário se atentou foi o das mineradoras. Ele conta que apesar o minério estar em baixa, os componentes para fertilizantes estão sendo comercializados e afirma que a cidade tem potencial para atender esse nixo “as empresas que compram fertizantes costumam fazê-lo em São Paulo e o nosso pessoal fornece para o fornecedor”. Elísio diz que assim acontece em vários setores, e nessa mediação o lucro maior fica com os intermediadores. “Nós estamos colocando os nossos produtores direto com o consumidor, temos empresas que fabricam peças para válvulas, grandes válvulas, porque não fazer a válvula e já vender a peça direto para o cara que consome” exemplifica.

Assim, o subsecretário pretende fazer com que a economia não fique totalmente paralizada no setor industrial buscando a inserção em mercados que ainda funcionam e encurtando o caminho até o consumidor final. Ele celebra que já existem alguns resultados como o desenvolvimento de um projeto de tilefon para as ferrovias da frança- são 4 milhões e 500 de tilefons – ou o desenvolvimento de discos de freios para os metros da frança e Espanha.

No fim, talvez a crise ainda se mostre positiva, no sentido de movimentar os industriais para irem além do que já se permitiam buscar. Com a economia a todo vapor é fácil até mesmo acomodar-se, mas, com a dificuldade, a diversificação de mercado e novas experiências podem agregar a empresas com grande know-how no setor metalúrgico

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