Josef Fritzl foi condenado, nesta quinta-feira (19), por manter em cativeiro e estuprar a filha em um porão durante 24 anos, e ainda pela morte de um dos sete filhos, recém-nascido, frutos da violência sexual.
Tanto a promotoria, como o próprio réu, acataram a decisão, unânime, do júri. O que impossibilita um recurso.
O condenado será transferido para uma instituição, onde receberá tratamento psiquiátrico. Após 15 anos, recebendo cuidados médicos, sua situação poderá ser reavaliada. Caso o considerem recuperado, poderá ser solto.
Inicialmente, o austríaco procurou se esquivar da acusação de homicídio e escravidão. Porém, após assistir ao depoimento de 11 horas, gravado pela filha, Josef assumiu todas as acusações, são elas: incesto, estupro, escravidão, coerção e homicídio e pediu perdão, hoje (19), pela primeira vez. Vale lembrar que o sistema jurídico da Áustria aplica apenas a maior pena, em vez de somar as penalidades impostas, como ocorre no Brasil.
Christiane Burkheiser, promotora chefe, relembra que o acusado foi indiciado por assassinar seu próprio filho. O recém nascido agonizou por 66 horas, devido a problemas respiratórios, causados, em parte, pelo cordão umbilical ter ficado enrolado em seu pescoço. O pai, ciente da gravidade do problema, omitiu socorro e deixou a criança morrer, no mesmo local em que nascera. A promotora acredita que o pedido de perdão não passou de uma mudança estratégica.
Promotores disseram que as crianças que cresceram no cativeiro nunca tinham visto a luz do dia e eram obrigadas a assistir a Fritz estuprando a mãe delas repetidas vezes.
Os abusos cometidos pelo engenheiro aposentado só vieram à tona em abril do ano passado. Ao levar a filha mais velha, da relação incestuosa, a um hospital local, os médicos estranharam a completa falta de registros da mulher.
Elisabeth e seus seis filhos, que tinham entre 5 e 19 anos, quando o cativeiro foi descoberto – três deles viveram no cativeiro desde que nasceram-, hoje estão em local não identificado, com novas identidades.





