O depoimento diante da juíza Andrea Humer, no tribunal de justiça da cidade de Sankt Pölten, foi antecipado pelo bom estado de saúde e pela rápida recuperação emocional demonstrada por Elisabeth. Ele estava marcado para a próxima semana.
O depoimento formal, cujo conteúdo não foi revelado, está sendo um dos últimos passos da Justiça antes de iniciar o processo contra Josef Fritzl, o pai de Elisabeth.
O caso, ocorrido na cidade de Amstetten, chocou o mundo quando veio à tona no final do mês de abril. Foi quando a polícia austríaca descobriu que Josef Fritzl manteve Elisabeth presa por 24 anos em um cativeiro construído no porão da própria casa.
Neste período, teve sete filhos com ela – um morreu logo após o parto, três viviam como “adotados” na parte de cima da casa e os outros três no porão, junto com Elisabeth.
ALA ESPECIAL – Desde a prisão de Josef, a família vive reunida numa ala especial da clínica Amstetten-Mauer. Os seis filhos de Elisabeth demonstram uma rápida evolução, tanto do ponto de vista psicológico como do de saúde.
Uma das filhas chegou a participar de uma festa promovida na clínica pelo corpo de bombeiros, com a participação de outros 400 jovens. Até mesmo Kerstin Fritzl, a filha mais velha da relação incestuosa e que saiu do estado de coma há pouco mais de um mês, está se recuperando rapidamente, de acordo com informações do porta-voz da clínica, Klaus Schwertner. A expectativa é que o processo contra Josef Fritzl dure pelo menos até o mês de novembro.
O depoimento dado por Elisabeth foi gravado em vídeo para ser utilizado em sessões futuras, evitando que ela tenha o desgaste emocional de encontrar o pai no tribunal.
Josef e seu advogado Rudolf Mayer poderiam acompanhar o interrogatório através de uma televisão em outra sala. Mas o acusado preferiu nem comparecer ao tribunal no dia, segundo afirmou o porta-voz da promotoria de Sankt Pölten, Gerhard Sedlacek.
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