No meio do caminho tem uma pedra, tem uma pedra no meio do caminho. Esta pedra tem nome e sobrenome, chama-se José Serra.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) começou sua estratégia presidencial, quando escolheu, do alto da quase unanimidade de aprovação do seu governo em Minas, como vice-governador, seu fiel escudeiro, Antônio Anastásia.
Aécio sabia e sabe, que poderá sair em campanha, tranqüilo sem nenhuma preocupação com a governabilidade do estado e o que é melhor, terá total fidelidade do vice, sem nenhum perigo de “bola nas costas”
O caminho é árido e cheio de espinhos paulistanos, a caminhada vai ser difícil e de muitos embates internos, mas tudo camuflado com discursos de boa vontade da cúpula paulistana do PSDB. Mas isto, só para inglês e mineiro verem.
Pode até ser, que venha a ter as prévias, como é desejo de Aécio Neves. Serra e Aécio podem também saírem pais afora de mãos dadas propalando a “união” do PSDB. Todavia, a Escolha de Sofia já foi feita. O nome do partido continuará sendo o de José Serra.
Algumas pedras no meio do caminho de Aécio, já são conhecidos dos mineiros. Não sei se é a principal, mas, Fernando Henrique Cardoso, o paulista ingrato que traiu o ex-presidente Itamar Franco que o fez presidente com o plano real. Como não poderia ser diferente, FHC é ferrenho defensor da candidatura do também paulista José Serra. O problema de Fernando é que ele não é brasileiro, é paulista. Não conseguirá unir o partido e muito menos o país, pró Serra.
Alckmin, também já demonstrou sua boa índole. Bandeou-se para Serra para ocupar uma secretaria e ter apoio ao governo de São Paulo em 2010. Antes, por ter perdido a eleição para prefeito de São Paulo, aproximou-se de Aécio e fez “birra” com Serra, agora voltou ao ninho paulistano. O “picolé de chuchu”, assim que ficou conhecido nacionalmente na campanha presidencial de 2006, assumiu o governo de São Paulo, somente porque Mário Covas no meio do governo adoeceu e veio a falecer. E, como o povo brasileiro é sentimental, então elegeu Geraldo governador. Depois foram duas fragorosas derrotas, para presidente e para prefeito.
E quais são os caminhos de Aécio? Um deles, com todo respeito que PSDB merece por sua história, é mandá-lo às favas e mergulhar de cabeça no PMDB. Partido que o governador de Minas tem raízes profundas de Tancredo Neves, seu avô. Mas, não basta tão somente mudar de partido, como se num passe de mágica, mudando as cores das pedras, de brancas para pretas vai conduzi-lo ao cheque-mate neste intrincado jogo de xadrez.
Com as derrotas do PT para o PMDB no Senado (José Sarney) e na Câmara Federal (Michel Temer) e na poderosa Comissão do Senado (Fernando Color), é um grande sinal, que o maior partido do país, com todo este poder não vai ficar mais a reboque do PT, com papel coadjuvante. Sua atual propaganda política na TV dá tais sinais.
Como poderia ser o cenário político com Aécio no PMDB.
1º cenário
Aécio Neves (PMDB), cabeça de chapa e Ciro Gomes (PSB-CE) como vice. Ao contrário nem pensar, o partido e nem Aécio aceitariam. O grande problema de Aécio no PMDB chama-se Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Ele é mais PT que o próprio Lula.
2º cenário
Dilma Rousseff (PT-SP), cabeça de chapa e Aécio Neves (PMDB) vice. Ao contrário só se Dilma se revelar um fracasso nas pesquisas ou a popularidade de Lula cair com a crise ou ainda o PMDB “chutar o balde” de vez.
Outro caminho de Aécio é continuar no PSDB. Como ele ainda é jovem, segundo palavras de FHC, pode se dar ao luxo de esperar mais quatro anos. Numa chapa “caseira” seria o vice de Serra.
O problema passa a ser as alianças. Quais partidos se alinhariam com o PSDB? Para onde iria o poderoso PMDB, fiel da balança e até então o grande parceiro do PT? Será que o PMDB com toda sua força política no país vai continuar como coadjuvante do PT ad eterno. E o DEM, PR, PDT, entre outros, pra onde vão?
O PSDB parece não estar disposto a correr este risco e nem tão pouco Aécio Neves. Então, qual o caminho de Aécio? Será que Aécio vai “preferir” ser senador pelo PSDB que tentar a Presidência da República pelo PMDB? Sua fidelidade e lealdade ao partido chegam a este ponto?
Vamos então aos exercícios e equações matemáticas. Lembrando sempre que, política não é uma ciência exata. Os cálculos ajudam muito, mas não definem.
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UF
|
ELEITORES
|
%
|
|
SP
|
29.082.737
|
22,3063377
|
|
MG
|
14.052.795
|
10,778435
|
|
RJ
|
11.221.266
|
8,60666412
|
|
BA
|
9.142.966
|
7,01261671
|
|
RS
|
7.910.768
|
6,06752599
|
|
PR
|
7.287.975
|
5,58984636
|
|
PE
|
6.058.146
|
4,64657266
|
|
CE
|
5.623.465
|
4,31317415
|
|
PA
|
4.511.693
|
3,46044967
|
|
SC
|
4.348.456
|
3,33524758
|
|
MA
|
4.157.330
|
3,18865473
|
|
GO
|
3.866.926
|
2,96591608
|
|
PB
|
2.651.363
|
2,03358434
|
|
ES
|
2.436.466
|
1,86875924
|
|
PI
|
2.184.010
|
1,67512654
|
|
RN
|
2.169.763
|
1,66419915
|
|
MT
|
1.989.497
|
1,52593588
|
|
AL
|
1.973.550
|
1,5137046
|
|
AM
|
1.905.062
|
1,46117459
|
|
DF
|
1.661.491
|
1,27435665
|
|
MS
|
1.615.679
|
1,23921904
|
|
SE
|
1.368.031
|
1,04927406
|
|
RO
|
1.027.210
|
0,78786578
|
|
TO
|
925.771
|
0,71006249
|
|
AC
|
442.568
|
0,33944781
|
|
AP
|
384.031
|
0,29455017
|
|
RR
|
247.447
|
0,18979081
|
|
ZZ
|
132.345
|
0,10150806
|
|
BRASIL
|
130.378.807
|
100
|
Alguns importantes fatos a serem considerados analisados e contabilizados
– Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral. Qualquer candidato à cadeira do Lula vai precisar e
muito dos votos dos mineiros.
– A soma dos votos de São Paulo e Rio correspondem a quase 30% do eleitorado.
– Lula lidera nos estados do nordeste, será que vai conseguir transferir seus votos para a simpática
Dilma?
– Quais os partidos dos prefeitos que tomaram posse este ano? E dos governadores?
– A plástica Dilma Rousseff fez com que ela ficasse mais simpática que José Serra sem plástica?
Sorte para os analistas políticos, psicólogos, matemáticos, etc…etc… Que se propuserem a resolver esta intricada equação política, que podem ter ainda novos elementos e outros não citados neste ensaio.






