A própria visita de José Serra comprova isto. Segundo informações (Divinews colheu informações erradas anteriormente, quando divulgou que existiam cerca de 300 pessoas no aeroporto), não havia no aeroporto mais que 100 pessoas, outros dizem 50.
Nos discursos de Serra no Estrela, esperava-se bem mais do que foi apresentado. Havia somente umas 200 pessoas, mais da metade eram militantes e pessoas ligadas ao governo municipal do PSDB
Isto sem contar, a quase inexistência de um numero considerável de prefeitos. Comentário de um experiente analista de campanhas políticas. “Ali foi como a luz amarela de um semáforo estivesse apagando e acendendo a luz vermelha. Pode até ser,
| {begam}ca-pub-5796776394312115/7909303427{/begam} |
mas pelo que vi, o carro vai ficar parado no vermelho”, finalizou
Aécio Neves deixou o governo de Minas Gerais, em abril, com uma aprovação de 92%. Naquele mês, o PSDB ainda sonhava com o nome dele para vice na chapa presidencial de José Serra. Aécio preferiu concorrer ao Senado por dois motivos: acha que isso dará mais votos a Serra em Minas e o ajudará a eleger como seu sucessor Antonio Anastasia (PSDB), seu ex-vice-governador.
Na primeira parte da entrevista exclusiva que concedeu a VEJA.com, o ex-governador de Minas Gerais rejeita a comparação entre sua situação e a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: os dois têm alta aprovação e tentam eleger seus sucessores, Anastasia ao governo mineiro e Dilma Rousseff à presidência da República. “O Lula é um fenômeno. Não me coloco no mesmo patamar”, declara (3:40 min).
Tratando de sua sucessão, Aécio diz que a diferença entre seu candidato e o candidato da base governista de Lula, Hélio Costa, é a naturalidade.
“Antonio Anastasia é a renovação que a política brasileira precisa, pelo lado bom, da qualidade, sem fanfarronice”, afirma Aécio, que diz não ser “professor de política” de seu pupilo e ex-vice governador. “Você não pode transformar uma pessoa de uma hora para outra.”
Apesar de dizer que não “despreza as dificuldades da eleição” (2:19 min), Aécio afirma que a candidatura de Hélio Costa foi uma “imposição externa”. “Ele é candidato ao governo para atender ao interesse da campanha nacional da candidata apoiada pelo presidente da República [Dilma Rousseff], porque o PMDB condicionou o apoio do PT aqui para consolidar a aliança que dará alguns minutos a mais no tempo eleitoral da candidata”, afirma o ex-governador e agora candidato ao Senado (2:45 min).
Aécio sabe que uma derrota de Anastásia é uma derrota política sua. “Quem está na chuva é para se molhar. Nós estamos sujeitos a derrotas.”
PERSONAGENS CITADOS
1) ANTONIO ANASTASIA (PSDB) – Foi secretário no primeiro governo Aécio Neves em Minas Gerais (2003-2006) e vice-governador na segunda gestão (2007-2010). Foi escolhido para ser o candidato ao governo.
2) HÉLIO COSTA (PMDB) – Senador e ex-ministro das Comunicações do governo Lula, é o candidato da base governista ao governo de Minas. O PT tentou indicar Fernando Pimentel, mas abriu mão da vaga por conta da aliança nacional.
3) FERNANDO PIMENTEL (PT) – Candidato ao Senado por Minas e um dos políticos mais próximos de Dilma. Pleiteou a vaga ao governo, mas a aliança nacional com o PMDB foi mais forte.
![]() |




