O episódio foi lamentável. Porque partiu para a radicalização envolvendo assuntos particulares, não pertinentes.
O eleitor não está interessado na legalidade de usar ou não determinados sobrenomes. Ele quer ver seus anseios como cidadãos atendidos.
Usar os veículos pagos pelos contribuintes em ocasiões absurdas e surrealistas é inconcebível, mas, em algumas ocasiões, mesmo sendo em utilização particular é pertinente sim, porque agiliza o tempo do vereador.
Exemplos de situações que o veículo não deveria ser usado: À noite o vereador sair da sua casa para um jantar familiar, com esposa, namorada ou qualquer outro compromisso particular. Contudo, se ele estiver trabalhando e não der tempo dele ir em casa. Que mal existe dele ir direto para este compromisso particular. Somente o próprio vereador(a) pode analisar se lhe convêm ir ou não utilizando o veículo da Câmara.
Outra situação, o vereador(a) vai almoçar em casa, e antes de ir para o trabalho precisa levar o filho para a escola, ou sua esposa ao médico ou qualquer outro compromisso particular. O que fazer? Ele então teria que deixar o carro da câmara em casa, pegar seu carro particular realizar suas obrigações familiares, voltar em casa e pegar o carro da câmara para ir trabalhar. Quanto tempo ele vai perder com esta operação?
Existem uma série de variáveis de quando e como utilizar ou não um veículo de trabalho.
O que não pode, de forma nenhuma é ele fazer viagens particulares com o veiculo de trabalho. Como ir para a praia, sítios, boates, motéis, etc…
O que vai nortear o bom uso ou não do veículo oficial será o bom senso de cada vereador. O grande fiscalizador desta utilização será o povo. A conseqüência da sua má performance como “motorista” vai refletir nas urnas em 2012.
O que é triste é mal ter começado o ano legislativo e a população assistir este tipo de espetáculo. Ataques pessoais que nada contribuem para o desenvolvimento e crescimento da cidade. Legislar para o povo e a favor dele, é bem diferente de legislar em causa própria diretamente ou subliminarmente pensando no futuro.
Abstemo-nos de emitir parecer da razão. Ambos as possuem e ao mesmo tempo não as tem. O fato é que, a imagem do político está desgastada por demais. Apresentem projetos e soluções para o bem do povo.





