“Sou um soldado do partido” foi o que disse o vereador Adair Otaviano (PMDB) em entrevista ao Divinews. O vereador preza pela política da boa vizinhança “quero manter todas as minhas amizades” e fala da disputa pelo partido, da concorrência entre os dois colegas partidários pela vaga no legislativo municipal e da importância do regimento interno da Câmara.
De início o silêncio, “prefiro não me pronunciar”, depois a fala contida, mas ao mesmo tempo inflamada, revelam um parlamentar ponderado ao falar de assuntos polêmicos.
“Todos sabem que o PMDB é um dos maiores partidos do país e que sonhar em ser presidente todos sonham, se um dia acontecer comigo ficarei muito satisfeito” diz Adair, mas afirma que jamais brigaria pela presidência com qualquer pessoa.
O parlamentar disse ter ficado sabendo da possível disputa de Waldemar da Pamer pela presidência do PMDB através dos veículos de comunicação e que não conversou pessoalmente com seu colega de bancada sobre o assunto, nem tem a confirmação que isso seja verdade. Ele disse entender tanto fetiche sobre o partido, que está na presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.
Adair esteve na presidência da comissão provisória do PAM por oito anos, disse nunca ter havido problemas com ele dentro do partido e que pretende que siga assim no PMDB, “hoje estou no PMDB e pretendo permanecer por muito tempo” afirma o parlamentar. “Sou muito amigo do Galileu, de todos aqueles que participam da diretoria do PMDB e de todos os filiados”, completa.
O parlamentar desmente que haja racha no PMDB e diz que pequenas disputas são normais, “faz parte da liberdade individual”, disse ele, que inclusive exemplificou a harmonia do partido com a divisão dos trabalhos na casa legislativa entre ele, presidente da Comissão de Participação Popular e membro de outras duas e Waldemar, que atualmente é o líder do PMDB. “O trabalho dividido é melhor executado”, afirma.
Adair fala sobre a polêmica instalada no partido com relação ao caso Waldemar da Pamer XHilton Aguiar: “não cabe a mim me manifestar o direito é amplo e restrito a cada pessoa, não quero tomar parte”. Ainda explicou o motivo de entender os dois lados “sabemos que hoje ganhar um mandato é muito difícil, cada cidadão exerce seu direito como convier, tanto Waldemar não quer perder o que conquistou, quanto Hilton quer lutar pela possibilidade de entrar”, fala o vereador de terceiro mandato.
Sem querer se comprometer Adair não se manifestou claramente sobre nenhum dos assuntos polêmicos do PMDB, mas uma coisa deixou clara: ele está fora da disputa pela presidência do partido, no entanto, aceitaria de bom grado se lhe fosse oferecida.
Os ataques ao regimento interno da casa legislativa
Na reunião da quinta-feira (05-03), Adair Otaviano atuava como presidente interino quando interrompeu o rito normal dos trabalhos para chamar a atenção dos Vereadores quanto ao descumprimento do regimento interno. Na reunião de ontem (12), novamente vários pedidos de aparte sem se respeitar a norma.
Após a reunião de ontem o presidente da Casa Edmar Rodrigues (PRTB) disse que tomará providências para que o regimento seja respeitado. Adair explica que quanto se pede um aparte, quem o sede é quem está falando e as vezes um vereador pede aparte ao outro e não espera a conceção, porque já acredita que não terá seu pedido negado. “O regimento é para ser respeitado”, afirma.
Outro caso recorrente de descuido é no momento da resposta por citação pessoal, “o pedido de resposta por citação pessoal só é válido se pessoa é citada e não está inscrita na fala, então não teria oportunidade de responder. O presidente pode conceder esse tempo logo após o vereador ter sido citado e ele não pode falar sobre outro assunto, é somente um direito de resposta”, explica.
O Parlamentar diz que o regimento da Casa é simples e que, no dia-a-dia, sempre em contato com ele, chegará o momento em que todos os vereadores o conhecerão porque isso é importante.
“Se o vereador tem o prazo de 10 minutos prorrogável por mais cinco e ele concede aparte a todos que lhe pedirem seu tempo pode ser insuficiente para apresentar uma denúncia” exemplifica. “O próprio vereador, quando fizer uso da fala, deve analisar o assunto que tem para expor e perceber se ele pode conceder apartes. O aparte é de 3 minutos e isso deve ser considerado”, explicou o vice-presidente da Casa.






