Em plena crise, feira de nova Serrana promete movimentar R$17 milhões

Publicado por: suporte

A 4ª edição do Nova Serrana feira e modas teve início nessa terça-feira (10 03) com a presença de grandes personalidades do mundo político, como o vice-governador Antônio Anastasia, e empresarial. Júnior César Silva, vice-presidente do Sindicato da Indústria do Calçado de Nova Serrana – Sindinova, afirma que, já no primeiro dia, passaram aproximadamente 3 mil e 500 visitantes. A expectativa para os três dias é de receber cerca de 9 mil pessoas e movimentar R$17 milhões em negócios.

“Esse primeiro dia tivemos um resultado muito bom em termos de visitação” balanceia Júnior. Ele explica que os compradores normalmente vão à feira no primeiro dia para conhecer e os negócios são realizados no 2º e 3º dia. A última edição da feira gerou R$16milhões e 200 em negócios, para esse ano, espera-se um crescimento na ordem de 5%, o que corresponde a R$17 milhões.

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A maior parte dos compradores, no primeiro dia da feira, foram de Minas e São Paulo, mas a expectativa é de receber lojistas de todo o Brasil. Na última edição, em agosto, estiveram presentes compradores de 25 estados, além dos importadores. O projeto comprador, que recebe incentivo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex, auxilia nesse sentido levando importadores à feira. Esse ano, são em número de seis que vieram da América do Sul e Central. A expectativa de negócios para os três dias de feira, em relação aos importadores é de 300 mil dólares.

O projeto comprador faz a capitação dos importadores por meio de indicação dos fabricantes de Nova Serrana, dos estrangeiros que já realizaram negócios ou mantiveram contato e a Apex patrocina a vinda desses compradores. Os importadores vêm especialmente para a feira e visitam os stands, previamente cadastrados, que tem interesse em exportar.

O vice-presidente do Sindinova atribui o desenvolvimento do setor calçadista de Nova Serrana a um empresariado que apóia sempre as ações realizadas, “os empresários são muito cooperativistas, associativistas”. “Se eu tenho um problema de produção na minha fabrica”, explica ele, “eu visito o fabricante ao lado, para ver se ele tem uma solução, se a minha matéria prima está faltando e ele tem eu pego emprestado”.

Júnior Cesar, vice-presidente do Sindinova

Quando perguntado se a questão da união é o motivo da disparidade de crescimento entre Nova Serrana e Divinópolis, o empresário e vice-presidente do Sindinova responde, com diplomacia, que não sabe se a falta de união é uma realidade em Divinópolis, mas afirma que é um ponto positivo que ele percebe em seu Município e que ajuda a superar os desafios.

Quanto a crise, ele afirma que o setor calçadista tem sofrido pouco por trabalhar com calçados populares, que não necessitam de um financiamento para ser adquirido. Além disso, Júnior conta que o sindicato está trabalhando para aumentar a divulgação e, conseqüentemente, ampliar o número de clientes de Nova Serrana.

Para fugir do fantasma da crise ele explica que algumas ações são realizadas, além da feira de Nova Serrana, como a participação em grandes feiras pelo Brasil, a exemplo da Couro Moda e Frantal; o projeto comprador, que visa trazer importadores; e um trabalho com telemarketing em que foram contatados 11 mil lojistas para a feira.

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A inadimplência, que seria um reflexo da situação econômica do país, não incomoda os industriais novaserranenses. Apesar de Júnior concordar que esse seja um problema comum na indústria calçadista, ele afirma que os números de inadimplentes têm diminuído nos últimos anos. O motivo seria a profissionalização das empresas que tem feito maior verificação dos clientes e terceirizado a venda através dos representantes, que também são responsáveis pelos negócios realizados.

Quanto à pirataria, que é a grande vilã da indústria local, responsável pela imagem negativa da cidade, Júnior afirma que corresponde a apenas 3% da produção. Ainda diz que o Sindinova realiza ações de conscientização nas empresas e procura apontar para o investimento em designe. O vice-presidente do sindicato afirma que, brevemente, será iniciada uma ação junto à federação das indústrias para a redução ou até mesmo extinção da pirataria em Nova Serrana.

Avaliação dos compradores no primeiro dia da 4º edição da feira

Reges Rodrigues faz parte do grupo Real, uma rede de lojas da Bahia. Ele visita a feira desde a primeira edição e afirma que as fabricas tem investido em designe. “Eu percebi uma melhoria nos modelos e materiais” conta, “estão investindo não só na quantidade de produtos como também na elaboração deles”.

Reges exemplifica que, ano passado, duas, talvez três fábricas fizessem botas e que nesse ano o grupo real se diz perdido com a quantidade e qualidade, “vemos também o crescimento em salto, o material indiano” completa.

Amilton Silva de Almeida, comprador de uma rede de lojas de Governador Valadares, disse que a feira está muito interessante, com várias novidades. No primeiro dia estabeleceu vários contatos, mas também já fechou alguns negócios.

A feira permanece aberta à visitação de 08 às 19h. O último dia será na quinta-feira (12) . Ela .

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