Através de um levantamento realizado em Divinópolis no início desse ano pela Divisão de Saúde Coletiva, foi dado o diagnóstico da situação do Município em relação à infestação do mosquito Aedes Aegity, o transmissor da dengue. A avaliação, chamada de Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegity (LIRAa), determinou que há 3,1% de infestação do mosquito transmissor no Município como um todo. As 5 regiões em que há maior índice são o centro da cidade e bairros Esplanada, Porto Velho, Bom Pastor e São Vicente. Só esse ano foram notificados 12 casos de dengue em Divinópolis. Nenhum deles até o momento foi confirmado, uma vez que o material coletado foi enviado para análise em Belo Horizonte.
Essa avaliação foi a primeira de um total de 4 que são realizadas no decorrer do ano. De acordo com Eulino Veloso, agente de vigilância e saúde ambiental, as fortes chuvas e a enchente que atingiram a cidade no final do ano passado deixaram lixo e entulho espalhados, o que contribuiu para o aumento da incidência. O agente explica que no período chuvoso é comum o aparecimento de mosquitos, mas, a falta de cuidado por parte da população aumenta a probabilidade. “A chuva aumenta a incidência do mosquito, mas é um fenômeno natural, a infestação acontece por descuido das pessoas”, esclarece.
O que chamou a atenção da Vigilância Sanitária, segundo Veloso, é que do total 3,1% de infestação, 92% dos imóveis que abrigam focos do mosquito são residenciais. “Isso mostra que é um descuido das próprias famílias que deixam recipientes propícios para a criação do mosquito”, revela.
Eulino esclareceu que tão logo acontece a avaliação é definido um cronograma de atividades de prevenção com o intuito de reverter o quadro. Desde o início do ano foram realizadas em Divinópolis várias ações como arrastões de limpeza nos bairros, orientação juntos às famílias e mutirões com uso de larvicidas. Mas, o agente reforça que o essencial é a própria população fazer uma mudança nos hábitos e atentar para os focos transmissores. “Dez minutos por semana são suficientes para dar uma vasculhada pela casa, procurar os recipientes que propiciam a proliferação do mosquito e não deixar ele se criar”, garante.






