Em tempos de crise no mercado mundial a cesta básica de Divinópolis teve uma queda de 4,2% no preço do mês de janeiro. Apesar disso, os consumidores se mostram desestimulados.
A funcionária pública estadual Fátima Corgozinho, 48 anos, afirma não ter percebido a queda no preço dos produtos, “não percebi baixa nenhuma, só aumento”. Assim como Fátima, muitos estão retraídos em relação às compras. O alarde é tanto que mesmo notícias como o aumento do salário mínimo podem parecer ameaçadoras, “ainda mais agora com esse aumento de salário ai é que vão aproveitar”, especula.
De acordo com o Núcleo de Pesquisas Econômicas (NUPEC) do Instituto de Pós-graduação Pesquisa e Extensão (IPPEX) da Faced, em Julho de 2008 a cesta básica teve o maior preço desde novembro de 2007, chegando a R$ 203, o que representa um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Já em janeiro desse ano, a cesta passou a custar R$183.
A contração de janeiro foi conseqüência da queda nos preços de nove dos treze produtos que compõem a cesta básica. Os itens que sofreram as maiores quedas foram: tomate, banana, manteiga e óleo de soja. Após um ano de aumentos expressivos em seu preço, o tomate foi o produto que apresentou a maior queda em janeiro. Em janeiro de 2007, o preço médio do tomate em Divinópolis era de R$2,7 e em janeiro desse ano chegou a R$2,3.
Ao que tudo indica, os preços estão realmente tendo uma deflação, provavelmente, reflexo da baixa procura, originada pelo temor dos consumidores. No entanto, devido à atmosfera de crise, quase ninguém percebe ou não quer perceber esse estímulo do mercado. Se os comerciantes não providenciarem uma maneira de chamar a atenção dos clientes para a queda dos preços, os negócios permanecerão estagnados.





