Chefe de governo garante que denúncias feitas na Tribuna da Câmara serão apuradas

Publicado por: suporte

O chefe de governo, Fernando Ordones, procurado pela reportagem do Divinews nessa manhã (23/01), afirmou não até naquele momento (10h) não tinha ainda conhecimento das denúncias feitas por Venâncio Amaral na tarde de ontem (22/01) na Tribuna Livre da Câmara Municipal. O chefe de governo, que tem como principal incumbência prestar assistência direta ao prefeito, garantiu que tão logo a informação oficial chegue até o Executivo, serão tomadas as devidas providências.

Ordones contou que o prefeito municipal, Vladimir Azevedo (PSDB), já avisou que não será “tolerado” nenhum tipo de corrupção em sua gestão. “Seja do primeiro, segundo ou de qualquer escalão. Isso já foi decido e não vai ser aceito”, enfatiza. O chefe de governo solicitou a Rui Tavares, secretário de relações institucionais, para que encaminhasse à Administração a versão oficial das denúncias.

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As informações de Venâncio Amaral, que estavam em um relatório de 14 páginas lido na reunião ordinária de ontem, denunciam esquemas de licitações fraudulentas realizadas por funcionários da antiga Administração que permanecem com cargos na Prefeitura. O nome mais citado pelo denunciante é o de Lúcio Espíndola, que na gestão passada era gerente do PAC e hoje é coordenador de projetos especiais. No documento consta o nome de Espíndola envolvido em fraudes de licitações. O coordenador foi procurado pela reportagem do Divinews e afirmou que vai se pronunciar a respeito somente na segunda-feira.

Kélsen Rios é mais um dos nomes citados por Venâncio nas denúncias de esquemas fraudulentos que permanecem na atual administração. Rios era procurador do município na Administração passada e atualmente atua como controlador geral. A redação também o procurou e foi informada que o mesmo encontra-se de férias.

Fernando Ordones afirmou ainda que após apuração sobre a relevância das denúncias, será montada uma investigação. “Essas denúncias serão encaminhadas a nós e vamos tomar as providências cabíveis. Vamos montar uma sindicância e ver o que podemos fazer. De qualquer forma, se elas existem serão apuradas” enfatiza o chefe de governo e completa: “Não podemos culpar ninguém sem que as pessoas tenham chance de defesa, mas se isso procede, é inadmissível nesse governo”, garante. 

O chefe de governo não descarta a possibilidade de afastar os envolvidos na denúncia até que se apure a veracidade dos fatos. “É prudente que eles fiquem de molho esperando a apuração das denúncias e caso não seja comprovado nada os funcionários voltam à posição deles”, acredita. 

Ordones lembrou sobre a criação da Tribuna Livre, fato que se deu enquanto o hoje chefe de governo exercia mandato de vereador, e comentou a importância da participação popular nas questões administrativas.

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