Lúcio Espíndola, assim como Venâncio Amaral, fez uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Divinópolis, dessa vez, para negar as denúncias que citavam seu nome como o principal envolvido em licitações fraudulentas referentes a obras públicas da Administração passada. O coordenador de projetos especiais, afirmou que o material apresentado durante a reunião ordinária na Casa do Legislativo não passa de “denuncismo fictício”.
Espíndola, que também redigiu um ofício e leu o documento na Tribuna, destacou falhas nas denúncias apresentadas por Venâncio. O coordenador de projetos, que na última gestão ocupava o cargo de gerente do PAC, explicou que todas as medições dos projetos são aferidas pela Caixa Econômica Federal e completou que as empresas só recebem os projetos com as certidões em dia. “Não tem fundamento as denúncias apresentadas pelo Venâncio, que inclusive tem ‘denuncismo’ por hobby.”, desabafa. Para Espíndola o autor da denúncia, que é ex-funcionário da Prefeitura, expôs publicamente os colegas de trabalho por não utilizar os mecanismos internos de auditoria e controle da própria Prefeitura para apurar as acusações. “Ele atacou a integridade moral dos colegas da Prefeitura”, reforça.
Sobre os processos que responde junto à Justiça quando exercia o cargo de secretário de obras em Ouro Preto, Espíndola garante que também são frutos de “denuncismos” fisctícios. “Quando a gente tem o ímpeto de querer fazer que as coisas aconteçam, a gente acaba ferindo algum tipo de interesse”, declara Lúcio e completa: “Isso não é nenhum descrédito, quem está no serviço público tem que prestar conta mesmo”, acredita.
Lúcio Espíndola afirma que não tem conhecimento da pessoa que redigiu a carta-denúncia e por isso o documento perde a veracidade, segundo ele. “Fica até difícil de estabelecer um debate. É uma peça fictícia, não foi assinada, não tem fundamento, nem mérito”, salienta.
Como é comum em algumas administrações, Espíndola não descarta a possibilidade de afastar-se do cargo enquanto durar as investigações a respeito das denúncias. “Se o prefeito Vladimir e a própria equipe sentir que existe um incômodo da minha presença, o afastamento é normal, mas não quero me antecipar a isso porque essa decisão deve ser tomada pelo prefeito”, declara.
O coordenador de projetos especiais durante seu pronunciamento lembrou grandes projetos da Administração passada, como a construção da Universidade Federal, do Restaurante Popular e até a regularização dos salários dos servidores municipais. Espíndola negou a existência de esquemas de licitações fraudulentas e beneficiamento de empreiteiras na Secretaria de Obras da Prefeitura e na própria Prefeitura.
A Câmara Municipal, de acordo com determinação do Presidente da Casa, vereador Edmar Rodrigues (PRTB), através de uma comissão instituída vai avaliar a veracidade dos processos.





