O presidente Raúl Castro, que assumiu o poder após a cirurgia que levou ao afastamento de Fidel Castro, em 2006, discursou do mesmo terraço em Santiago de Cuba onde seu irmão declarou vitória contra o regime pró-americano de Fulgêncio Batista em 1959.
Raúl Castro afirmou que a revolução sobreviverá por mais 50 anos, mas advertiu que será também um período de “luta permanente”.
As festividades pelo aniversário da revolução ocorreram num momento
FIDEL CASTRO – O repórter da BBC visitou a cabana
O frágil estado de saúde de Fidel Castro também serviu para tornar o clima no país menos propício a comemorações, segundo o correspondente da BBC
Havia expectativa de uma possível aparição de Fidel Castro durante as comemorações, que não se confirmou. O ex-líder, de 82 anos, não é visto em público desde que se submeteu a uma grande operação gástrica há 18 meses.
Não foi transmitida nenhuma mensagem pré-gravada de Fidel Castro na TV estatal na noite do Ano Novo nem foi publicado um de seus editoriais no jornal oficial Granma para marcar o evento.
Apenas foi publicada uma nota curta assinada por ele e datada do início da noite de 31 de dezembro felicitando os “cubanos heróicos” pelo aniversário da revolução. Apesar de afastado, Fidel Castro permanece como uma presença forte em Cuba.
Raúl Castro introduziu algumas reformas limitadas desde que assumiu o poder, mas muitos cubanos acreditam que nenhuma mudança política ou econômica significativa ocorrerá enquanto Fidel estiver vivo.
VIGILANTE – Durante seu discurso para as comemorações do 50º aniversário, Raúl Castro falou com orgulho da revolução que, em 1959, transformou a ilha caribenha
“O inimigo nunca deixará de ser agressivo, traidor e dominante”, disse. “Este é um momento para refletirmos sobre o futuro, nos próximos 50 anos, quando deveremos continuar numa luta incessante”, disse. “Não estou tentando amedrontar ninguém, esta é a verdade”, afirmou Raúl Castro.
O aniversário foi comemorado com uma série de shows gratuitos em várias partes do país, mas as autoridades disseram que não era o momento para comemorações vistosas após o país ter sofrido um dos seus mais difíceis anos desde o colapso da União Soviética.






