Atualmente, 97% da receita do grupo tem origem na venda de anúncios, e o crescimento da empresa vem se desacelerando nos últimos trimestre, o que tem levado o Google a revisar projetos e reduzir gastos.
David Fischer, vice-presidente de Operações e Vendas Globais Online do Google, que esteve no Brasil em dezembro, garante que, na essência, a companhia não mudou. “O que mudou foi a forma como tratamos algumas atividades cotidianas”, disse o executivo. “Temos consciência de que os próximos meses serão mais desafiadores que um ou dois anos atrás. A coisa responsável a fazer é tomar algumas medidas para garantir que gerenciamos nossos orçamentos responsavelmente. Quando a economia melhorar, temos de estar prontos.”
O Google sempre foi conhecido pela falta de pressa em transformar a audiência de seus produtos
Outros serviços do Google que não alcançaram sucesso de audiência, como o SearchMash, um serviço de busca em que a empresa testava novas fórmulas, e o Lively, uma espécie de mundo virtual, no estilo Second Life, foram encerrados. “Em qualquer produto, nós buscamos oferecer uma grande experiência para o usuário”, disse Fischer. “Gerar receitas vem em segundo lugar. Em produtos como Google Finance, como busca de imagens, como YouTube, começamos a focar mais na geração de receitas e esses anúncios melhoram a experiência do usuário, ao oferecerem conteúdo relevante e útil. Isso é algo que sempre fizemos e que vamos continuar a fazer, mas que atrai mais atenção num momento como este.”





