Algumas fábricas na Europa também deverão interromper a produção por alguns dias. “A crise afeta particularmente a indústria automobilística. O problema dos estoques é um dos pontos delicados dessa crise”, afirmou Patrick Pélata, diretor-geral de operações da Renault, o novo número dois da empresa.
Segundo Pélata, a Renault deverá reduzir a produção em 20% até o final do ano. A empresa já havia anunciado anteriormente 6 mil demissões na Europa, onde os estoques estão mais altos.
AÇÕES EM QUEDA – A Renault estima que em 2008 suas vendas no mercado europeu poderão cair 8% em relação ao ano passado. Mesmo alguns mercados emergentes, como a Rússia e a China, começam a dar sinais de desaceleração nas vendas.
As ações da montadora francesa despencaram nesta sexta-feira na bolsa de Paris, registrando queda de cerca de 20%, uma das maiores baixas do pregão.
Na quinta-feira, as ações da Renault já haviam perdido 7,15% após o anúncio de seus resultados trimestrais, que indicaram queda de 2,2% no faturamento no terceiro trimestre de 2008, totalizando 9,14 bilhões de euros. A Renault também anunciou uma previsão de redução da margem operacional para 2,5% a 3% em
Outra montadora francesa, a PSA Peugeot Citroën, a maior da França, também anunciou nesta sexta-feira que reduzirá fortemente a produção até o final do ano. O estoque do grupo atingiu no final de setembro 677 mil carros. No mesmo período do ano passado, o volume era de 566 mil.
Christian Streiff, presidente do grupo PSA, disse nesta sexta que a companhia irá “realizar reduções maciças da produção em todas as fábricas da Europa” no quarto trimestre deste ano.
A companhia também informou que dará continuidade à política de aumento dos preços. As vendas do grupo registraram forte queda de 10,7% na Europa no terceiro trimestre de 2008, segundo resultados anunciados nesta sexta-feira. O faturamento caiu 5,2% no terceiro trimestre, passando a 13,3 bilhões de euros.
O grupo Peugeot Citroën também indica uma “desaceleração do crescimento nos mercados de países emergentes”.
As ações da companhia também despencaram nesta sexta na bolsa de Paris, registrando queda de 12% na abertura do pregão, após o anúncio dos resultados trimestrais.
A redução do crédito causado pela crise financeira degradou ainda mais a situação das montadoras européias, que já vinham registrando queda nas vendas no continente nos últimos meses.




