Com base em lei aprovada pela Câmara, proposta pelo atual presidente do Legislativo Municipal, Marcos Vinícius Alves da Silva, a prefeitura acaba de marcar a data para o início do extermínio dos cães de rua da cidade. A inauguração do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), marcada para o próximo dia 30, é a data para que se inicie o extermínio destes animais, vítimas de pessoas inescrupulosas que os abandonam pelas ruas da cidade.
Com um pouco de boa vontade do poder público, a matança cruel que vai acontecer a seguir à inauguração, poderia ser evitada. Realmente Divinópolis hoje enfrenta um grande número de cães nas ruas, porém a carnificina que se avizinha não é a medida mais adequada e humana. O município, que só nesta administração gastou mais de R$ 10 milhões em publicidade para autopromoção, poderia ter usado parte deste recurso e usá-lo em propaganda institucional de conscientização para o melhor tratamento aos cães. Além disso, a punição não deve ser ao animal e, sim, ao irresponsável que o abandona pelas ruas.
O Centro de Controle fica na Fazenda Gafanhoto, próximo ao aterro sanitário e os cães serão recolhidos e encaminhados para o local. Dentro de um prazo de 10 dias, eles serão sacrificados, caso não encontrem pessoas interessadas na adoção.
O CCZ tem
Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Vanir Alves de Andrade, “a construção do CCZ em Divinópolis é um marco da saúde pública em nosso município e, dada a sua grandiosidade, com certeza se tornará uma referência para todo o estado de Minas Gerais. Como o CCZ desenvolverá atividades essencialmente voltadas para a prevenção, Divinópolis será beneficiada com o impacto positivo que estas ações imprimirão na qualidade de vida da população”.
VANTAGENS – A construção do Centro de Controle de Zoonoses realmente trará grandes benefícios para a cidade, porém, o que se combate é o extermínio dos animais de forma impiedosa.
De acordo com nota da Diretoria de Comunicação, o CCZ vai possibilitar as seguintes ações:
– Controle da qualidade da água para consumo humano através de análises laboratoriais de turbidez, cor, pH, bacteriológico, teor de cloro e flúor (Laboratório de água);
– Identificação de larvas do mosquito Aedes aegypti para localização de focos (Laboratório de entomologia);
– Realização de exames de fezes para identificação de parasitismo por Schistosoma mansoni, outras verminoses e triatomíneos (Laboratório de esquistossomose e doença de chagas);
-Controle químico e ambiental de carrapatos, pulgas e roedores;
– Vigilância de epizootias em primatas não humanos: recolhimento de animais mortos (micos) para exames laboratoriais de febre amarela e raiva;
– Controle e vigilância de morcegos não hematófagos em áreas urbanas;
– Controle ambiental de escorpiões, aranhas, lagartas, pombos e caramujo gigante africano;
– Programação anual da Campanha de Vacinação Anti-rábica animal e manutenção de um posto permanente para vacinação contra a raiva;
– Controle da dengue: armazenamento de larvicida e de preparo de adulticida a serem utilizados em pontos estratégicos e bloqueios de focos.
CONTROLE DE CÃES E GATOS
Para controlar a população de cães, a prefeitura anuncia que haverá uma campanha permanente de esterilização em cães e gatos, machos e fêmeas, com agendamento prévio feito pelo proprietário do animal e também com busca e entrega, a ser realizada pelo veículo de controle animal, em bairros alternados com uma quantidade pré-determinada de animais;
Outra medida será a famosa “carrocinha”, que fará a apreensão dos animais através de atendimento às solicitações da população. A partir daí será dado um prazo para resgate pelo proprietário; esterilização e devolução ao local de procedência de animais sem proprietário e aceitos pela população local, desde que não representem riscos para outros animais, seres humanos e meio-ambiente; adoção; e doação a entidades ou voluntários de proteção animal que possuam programas de adoção. Caso nenhum desses itens seja observado, o animal simplesmente será sacrificado.
Cães podem ‘ler emoções’ como humanos, diz estudo
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Cães domésticos podem ter a capacidade de avaliar as emoções humanas ao olhar para o rosto de uma pessoa da mesma forma que nós fazemos, de acordo com uma reportagem da revista New Scientist.
A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Lincoln, na Inglaterra, e publicado na revista acadêmica Animal Cognition.
Segundo a reportagem da New Scientist, quando olhamos para um rosto que vemos pela primeira vez, temos a tendência de olhar primeiro à esquerda, para o lado direito do rosto da pessoa.
Isso só acontece quando olhamos para o rosto humano, e não para outros objetos. A revista diz que não há ainda uma explicação definitiva para isso, mas uma teoria é que o lado direito do rosto expressa melhor as emoções humanas. Agora, o estudo dos pesquisadores britânicos afirma que os cães também têm o mesmo comportamento.
ROSTO INVERTIDO – A equipe mostrou a 17 cães imagens de faces humanas, de cães e de macacos e também objetos inanimados. Ao filmar os movimentos dos olhos e das cabeças dos animais, a equipe descobriu que, quando olhavam para o rosto humano, os cães também direcionavam o olhar à esquerda, para o lado direito da face. O mesmo comportamento não foi verificado quando os cães olhavam para as outras imagens.
Segundo a reportagem, os pesquisadores sugerem que, depois de milhares de gerações de associação com os homens, os cães podem ter desenvolvido o comportamento como uma forma de identificar as emoções humanas.
No entanto, quando os cães olharam para um rosto invertido, com a testa para baixo, os animais ainda assim olhavam à esquerda. Já os seres humanos abandonam o comportamento quando estão diante da imagem de um rosto invertido.
Segundo a reportagem da New Scientist, os pesquisadores afirmam que isso não descarta a teoria de que os cães estão lendo as emoções humanas. A explicação estaria no fato de que o lado direito do cérebro do cachorro – que processa informação do campo visual esquerdo – está melhor adaptado para interpretar a face humana e que os animais não teriam como adaptar isso.
MISTÉRIO – Ainda segundo a reportagem da New Scientist, trabalhos complementares realizados pelos pesquisadores britânicos concluíram que a tendência de olhar à esquerda entre os cães é muito mais forte quando se deparam com um rosto aparentemente bravo do que com um neutro ou feliz. Mas nem todos os pesquisadores estão convencidos de que o novo estudo oferece provas suficientes de que os cachorros podem, de fato, “ler” as emoções humanas.
O especialista Adam Miklosi, da Universidade Eotvos Loránd, em Budapeste, na Hungria, diz que o trabalho é interessante, mas que ainda é um mistério como os cães “entendem” o rosto humano. ”Os cães podem ser capazes de reconhecer o rosto do dono, mas não há evidência de que podem reconhecer a emoção facial humana”, disse Miklosi à New Scientist.







