O líder da Igreja do Evangelho Quadrangular em Divinópolis, Pastor Joel Villon, quer que o presidente da Câmara, Marcos Vinícius Alves da Silva, pague a dívida contraída na sua campanha à prefeitura de Divinópolis. Marcos Vinícius é um importante membro da Igreja, motivo pelo qual o líder espiritual decidiu aconselhá-lo. “Eu o estou aconselhando a tomar esta medida, tenho dado a ele bons conselhos”, disse o Pastor ao Divinews.com. De acordo com Joel Villon, Marcos Vinícius prometeu pagar as contas “na medida do possível”. Ainda segundo o líder espiritual, o presidente da Câmara tem pretensões políticas e precisa adotar esta medida para “limpar o nome”. Ele entende que, embora a situação não afete a imagem da Igreja por se tratar de questão pessoal, Marcos Vinícius precisa resolver o problema para manter sua carreira política.
Para o PSC, a situação só será resolvida quando o presidente da Câmara assumir suas responsabilidades. De acordo com o presidente do partido, Geraldo Passos, a expulsão de Marcos Vinicius não está baseada tão somente na questão da fidelidade partidária, como alguns veículos de comunicação têm divulgado e passado esta impressão. Segundo ele, o fator determinante para a expulsão do vereador é a “sua conduta antiética, ímproba e imoral, incompatíveis com suas responsabilidades como filiado ao PSC, segundo o 13 artigo do Estatuto do partido”.
A expulsão do Marcos, diz Passos, se consumou por seu péssimo testemunho. O PSC por ser um partido social cristão não poderia admitir a postura do Vereador e Presidente da Câmara, “que além de não assumir suas responsabilidades financeiras como candidato derrotado, estava agindo como se nada houvesse, inclusive com certo sarcasmo e irreverência diante da grave situação”.
Geraldo Passos afirma que o PSC foi o único partido que instituiu comitê financeiro municipal único, por total desconhecimento e que todos os demais candidatos, como Vladimir Azevedo, Geraldinho Martins, Galileu Machado, Rinaldo Valério e até mesmo Jorge Torquato movimentaram suas campanhas através de contas individuais de campanha. Somente Marcos Vinicius, detentor de dois mandatos de vereador não percebeu que, também poderia movimentar a campanha com sua própria conta, aberta para este fim. Aproveitando-se do crasso erro cometido por Passos, que na convenção do partido, com a participação do próprio Marcos, instituiu o Comitê Financeiro único com a aprovação de todos os presentes, “o presidente da Câmara queria maldosamente, atribuir o débito ao comitê, espalhando boatos inverídicos de que não sabia das dívidas de sua campanha”. “Esta afirmação é de extrema infelicidade, pois além de passar atestado de incompetência para um candidato que se propunha a governar uma cidade, mas não conseguiu sequer administrar sua micro-campanha, é também mentirosa”, diz o presidente do PSC, que informa dispor de documentos provando que o então candidato sempre soube da situação, além de ter testemunhas que o viam quase todos os dias no escritório do presidente do partido.
Seria a primeira vez em toda história da cidade que um candidato majoritário, cabeça de chapa, recusar-se-ia a pagar sua dívida de campanha, atribuindo-a a terceiros, neste caso, ao seu comitê financeiro. “Esta situação é tão absurda que beira o surrealismo”, diz o Presidente do PSC, acrescentando que “ele queria ficar somente com o bônus de ser prefeito, o ônus da dívida ele quer repassá-lo”.
Geraldo Passos mantém a afirmação de que somente na cabeça de Marcos Vinicius, a justiça eleitoral admitiria uma comprovação de despesa de campanha para prefeito de apenas R$ 1.450,00. “Os santinhos, o aluguel do comitê, o aluguel do estacionamento, equipe de trabalho, alimentação, vale-transporte, programas de TV, produtora, marketeiro, rádio, placas etc, etc. Quem pagou? Será que o valor acima, por ele apresentado na sua prestação de contas, dá para pagar isto tudo.
O presidente do PSC afirma que, independentemente de Marcos Vinicius ter assinado o termo de responsabilidade de campanha, o candidato, ao assinar a ficha de filiação e ter seu nome homologado na convenção, é subentendido que o mesmo deva ter conhecimento do item V, artigo 34, do estatuto do partido, que o responsabiliza por eventual ação com pedido de indenização por dano moral ou material decorrente de ato praticado em campanha eleitoral, ou fora dela, a quem caberá suportar integralmente, ficando excluídos de qualquer responsabilidade tanto o PSC, quanto seus dirigentes.
Outro ponto a ser considerado, é que Marcos passou cheques da sua conta pessoal do Banco do Brasil para pagar alguns fornecedores, entre os quais a RS Gráfica, a Produtora V2 e serviço de propaganda volante. Os cheques vencidos foram resgatados e trocados por dinheiro. “A lógica é simples, se ele reconhece a divida de alguns e paga, deverá reconhecer a de todos. A grande pergunta é: como será explicado à justiça esta operação na prestação de contas?”, questiona o presidente do PSC.
Passos lamenta ao dizer que todos os acontecimentos poderiam ter sidos evitados, se Marcos Vinicius o tivesse ouvido e tomado as providências que agora ele prometeu ao seu pastor. “Se assim o fizesse ele teria um capital de quase 15 mil votos e moral para conversar em condições de igualdade com os ‘caciques’ políticos da região, tornando então viável o seu projeto político de ser candidato a deputado estadual nas próximas eleições. Agora, com este imbróglio todo criado por ele, a justiça eleitoral poderá torná-lo inelegível sem ser necessário que seus concorrentes diretos a Assembléia Legislativa – leia-se Geraldinho Martins, Demetrius Arantes Pereira, José Francisco Martins, Rinaldo Valério, Jorge Torquato entre outros – lembrem ao eleitor mais este triste capítulo que manchou a política divinopolitana”, afirma Passos.
Finalizando, o PSC – Partido Social Cristão, através do seu presidente Geraldo Passos, pede desculpas, aos cidadãos divinopolitanos, principalmente aos 14.939 eleitores e às pessoas que o advertiram do erro político que estava cometendo na convenção do partido. Pede desculpas também ao prefeito Demetrius Arantes Pereira.



