Governo não anunciou medidas na reunião com empresários

Publicado por: suporte

POR DANIEL LIMA E YARA AQUINO
DE BRASÍLIA

O governo não fez anúncio de medidas na reunião ocorrida nesta quinta-feira (11) no Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e representantes de diversos setores da economia. A informação foi dada pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto.

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Segundo o empresário, o que o governo fez foi uma avaliação de quase todos os setores da economia, como o agronegócio e os setores de alimentos, varejo e siderúrgico, além do sistema financeiro. “Foi uma avaliação desse quadro que vai envolvendo a economia brasileira”, afirmou.

Armando Monteiro informou ainda que o governo manifestou posição muito firme de atuar de maneira coordenada com o setor privado para minimizar efeitos da crise financeira nesse processo de desaceleração.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com os principais empresários do país para ouvir deles sugestões e propostas para solucionar os problemas que estão enfrentando com a crise na economia mundial.

O presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, disse ao sair da reunião dos empresários com o presidente Lula, que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sinalizou que poderá baixar a taxa básica de juros (Selic).

“O presidente Meirelles se colocou à disposição para um entendimento e se mostrou pronto, assim que possível e necessário, a diminuir a Selic. Ele está atento e, quando puder fazer [a redução], com certeza, ele fará”, disse o presidente da CSN, um dos participantes do encontro, no Palácio do Planalto.

Segundo Steinbruch, durante a reunião, os empresários demonstraram descontentamento com a Selic, que ontem (10) foi mantida em 13,75%, sem viés, em reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

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Meirelles confirmou, depois de participar de almoço com representantes da Associação Nacional de Jornais, que, na reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários, houve muitas reclamações: “As reclamações foram diversificadas. Sobrou para todo mundo”, afirmou Meirelles, ao ser questionado se a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% teria sido uma das reclamações dos empresários.

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