Segundo ele, a companhia mantém o plano de investimentos de R$ 5 bilhões até 2010, mas o executivo não informou a projeção para o crescimento da produção e das vendas para 2009. “Em 2008 vamos crescer 15%, mas ainda não temos previsão para 2009 porque a conjuntura não nos deixou fazer uma avaliação com profundidade”, justificou.
Belini disse ver o período atual de turbulência “com muita tranqüilidade”. “Temos uma crise pela frente, mas o Brasil tem tudo para se sair bem: é o que está mais bem posicionado entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e também entre os emergentes”, afirmou. “O importante é entender a profundidade e a duração da crise. Provavelmente o Brasil vai sair muito rapidamente da crise. Estamos otimistas.”
Belini considerou “absolutamente racional” a declaração feita pelo presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, à imprensa internacional, de que apenas seis montadoras em todo o mundo sobreviverão à crise. De acordo com Marchionne, haverá uma fabricante norte-americana, uma alemã, um grupo franco-japonês, um japonês, um chinês e um possível player na Europa.
Questionado sobre o possível desaparecimento de marcas famosas, como a própria Fiat, ele comentou: “Até aí, é difícil falar. Aí já é um problema do conselho de administração”. O executivo participou ontem à noite de evento de premiação da revista IstoÉ, na capital paulista.






