O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (5),
Ingrid disse que vir ao Brasil era um grande sonho antes mesmo de ser seqüestrada. Ela contou ter muitos amigos no País e agradeceu às pessoas que pensaram nela, rezaram por ela e vibraram quando ela foi libertada. “Me sinto muito latino-americana. Somos o mesmo povo, pensamos e acreditamos nas mesmas coisas”, afirmou.
A senadora disse que o primeiro agradecimento que faria aos brasileiros era ao presidente Lula. Ela agradeceu ao fato de Lula sempre ter demonstrado interesse no tema e mantido conversas com o governo colombiano e com os presidentes franceses Jacques Chirac e Nicolas Sarkozy de maneira discreta. “O presidente Lula sempre o fez, sempre o fez”, declarou.
Ela lembrou também o encontro que Lula teve com sua família na Argentina, quando ela ainda estava seqüestrada. “Foi um momento muito especial para minha família. O presidente Lula reservou tempo para eles. Esses atos criam vínculos afetivos muito fortes. E meu agradecimento é para alguém que é mais que um amigo, é um irmão”, citou. Ela disse que chegou a ouvir pela rádio, ainda na selva, a notícia de Lula ter colocado o território brasileiro à disposição de uma negociação entre governo colombiano e as Farc quando ainda não havia interesse no assunto. Ela disse ter a esperança de que os demais seqüestrados sejam libertados
DEMCRACIA – O presidente Lula, por sua vez, disse que era hora de os militantes das Farc acompanharem as notícias da América do Sul. “Eles vão perceber que um operário chegou à presidência de uma das maiores economias do mundo e que um índio chegou à presidência da Bolívia pela via democrática”, citou. “Se há chance de um dia as Farc governarem a Colômbia é pela democracia, pela militância política”, acrescentou. Ele lembrou ainda que os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, também chegaram ao poder pela democracia. “Não se ganha eleição seqüestrando pessoas”, ressaltou.






