O PSC – Partido Social Cristão já instaurou o processo para a expulsão dos quadros da legenda do presidente da Câmara, Marcos Vinícius Alves da Silva. A decisão foi tomada pelo presidente do partido, Geraldo Passos, depois de um processo de desgaste entre Marcos Vinícius e o PSC, ocorrido após o processo eleitoral. Membros da Comissão Provisória, insatisfeitos com o comportamento de Marcos Vinícius, apoiaram integralmente a decisão.
A relação de Marcos Vinícius com o PSC começou a azedar logo depois das eleições municipais. Candidato a prefeito pelo partido, formando dobradinha com José Antônio Baião (PT), o desempenho de Marcos Vinícius foi fraco, ficando apenas em quarto lugar. Entretanto, o partido apoiou o presidente da Câmara em todos os sentidos, porém, ele agiu de forma que, para alguns membros do diretório, foi traiçoeira. Poucos dias após o pleito, sem nenhum motivo que justificasse a decisão, Marcos Vinícius anunciou sua saída do PSC e filiação ao PT. Marcos Vinícius ainda fugiu de sua responsabilidade como cabeça de chapa, ao explodir na cidade as informações sobre o débito aproximado de R$ 130 mil, gerados na campanha.
Desde o fim do processo eleitoral o presidente do PSC, Geraldo Passos, vinha mantendo permanentes reuniões com Marcos Vinícius, o candidato a vice José Antônio Baião e o coordenador da campanha, o secretário geral do PT, Renato Delgado. O objetivo era discutir a questão da dívida e buscar soluções. Entretanto, Maços Vinicius, a exemplo de Baião e Renato Delgado, não se mostraram muito interessados no assunto.
Com o débito sendo divulgado pela imprensa, que inclusive aventou um provável calote, Marcos Vinicius passou a afirmar que não tinha responsabilidade na questão da dívida. Afirmou ainda que os gastos foram feitos sem o seu conhecimento e disse ainda que não se responsabilizaria pelo débito.
Diante desta situação e com base no estatuto do PSC, o presidente do partido Geraldo Passos instaurou o processo de expulsão. Através de comunicado oficial, ele já informou sobre a decisão ao presidente da Câmara e enviou cópia ao vereador Edson Sousa (PDT), presidente da Comissão de Ética. Segundo Geraldo Passos, não foi possível evitar o processo, já que Marcos Vinícius contrariou o estatuto do partido e ainda se indispôs com membros do diretório.



