O vice-presidente da República, José Alencar, inicia na próxima segunda-feira (8) mais uma etapa de tratamento contra um tumor cancerígeno, doença que descobriu há cerca de dois anos. Ele deu a informação ao deixar nesta quarta-feira (3), por volta das 10h30, o Hospital Sírio-Libanês, na região central da cidade de São Paulo, onde estava internado desde o último sábado (29) para tratamento de uma enterite (inflamação no intestino delgado).
Alencar contou que sentiu uma forte dor no abdômen quando participava da cerimônia de formatura de cadetes da Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, e, imediatamente ligou para o médico, que o orientou a ir para o Sírio-Libanês. Assim que chegou ao hospital, foi direto para Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A infecção foi controlada com antibióticos. “Tudo isso aconteceu por força de efeitos colaterais muito fortes [conseqüência do tratamento contra o câncer]”, explicou o vice-presidente, acrescentando que a partir de segunda-feira deverá ser submetido a novas sessões de quimioterapia, por meio da combinação de três tipos de medicamentos.
Ao comentar a queda da produção industrial no país, o vice-presidente da República, José Alencar, observou que alguns setores tinham crescido bastante e agora é natural que haja uma certa desaceleração. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial recuou 1,7% em outubro em comparação ao resultado de setembro.
”Pode acontecer [o crescimento] em determinado momento, mas não precisa esperar que isso seja permanente”, disse Alencar hoje (3), ao deixar o Hospital Sírio-Libanês. Ele afirmou que permanece atento aos desdobramentos da crise financeira internacional. “O presidente Lula tem razão quando fala que não podemos deixar cair os movimentos de comércio e de compra porque isso afeta a indústria e afeta o desemprego. A crise, de certa forma, é contagiosa. Você fala em crise ela acaba te pegando.”
O vice-presidente voltou a defender que o país tem de adotar uma política monetária menos rígida. “A política de juros altos não vai inibir o consumo daquelas pessoas que, às vezes, nem o essencial podem consumir”, pontuou. Para ele, “a taxa [atual] é incompatível com a grandiosidade do Brasil”.




