Exército investiga morte de cadete após exercícios em academia militar

Publicado por: suporte

Os cadetes Daniel Fernandes de Magalhães e Isaías Moisés Lira do Nascimento, internados desde a última sexta-feira (13) na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) da Policlínica de Resende, no sul do estado do Rio de Janeiro, devem receber alta ainda hoje (16). Eles foram levados ao hospital por terem se sentido mal após exercícios de campo na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Outro cadete, Maurício Silva Dias, de 18 anos, que participou do mesmo treinamento, morreu na sexta-feira.

O rapaz passou mal durante os exercícios, recebeu atendimento no local, foi transferido para a Policlínica, mas acabou não resistindo. Dias era da mesma turma dos outros dois jovens, todos alunos de 3º ano do curso de infantaria.O Exército abriu inquérito para investigar as causas da morte do cadete.
 
O comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, gerenal-de-brigada Gérson Menandro, acredita que não há relação entre os exercícios e a morte. Segundo ele, a internação dos outros dois cadetes foi uma medida principalmente de precaução.
 
"Ele [cadete Maurício Silva Dias] sentiu-se mal no campo, mas não foi no campo o falecimento. Pode não ter sido decorrente do exercício, pois ele tinha bom preparo físico e não tinha problemas médicos maiores registrados em sua ficha. Por isso não podemos dizer que foi decorrente do exercício", afirmou.
 
O general garantiu ainda que foi a primeira vez que um episódio como esse foi registrado durante o treinamento. Cerca de 150 cadetes participavam desde a última terça-feira (10) dos exercícios, que envolviam 60 horas de atividades, incluindo caminhadas e oficinas de instrução militar, como táticas de ataque e de defesa durante combate.
 
Segundo o general Menandro, os jovens estariam habituados a esse tipo de treinamento e já teriam sido submetidos a exercícios ainda mais intensos. Além disso, ele afirmou que a atividade era acompanhada por cinco médicos.
 
A assessoria de imprensa da academia negou que os cadetes tenham ficado sem comer ou beber durante a realização dos exercícios, já que as refeições são obrigatórias e acompanhadas por um nutricionista.
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