O aumento da maré em Veneza, conhecida como “água alta”, chegou nesta segunda-feira (1) a 1,56m acima do nível do mar, número que não era registrado há 22 anos e que provocou inundação em quase toda a cidade e forçou moradores e turistas a andarem com água na altura dos joelhos. Ainda que o recorde não tenha sido alcançado, a água atingiu uma altura que não era registrada desde 1986.
Devido às intensas chuvas dos últimos dias, a “água alta” já afeta 40% da cidade dos canais e, segundo os dados do centro de previsões das marés da Prefeitura de Veneza, poderia superar 90% do território. O centro de previsões das marés da Prefeitura de Veneza lançou o alarme diante da possibilidade de que o nível da água chegasse a
Os trabalhadores foram incapazes de instalar as barreiras de madeira usadas durante as enchentes por conta da rapidez da elevação das águas. O centro da cidade, incluindo a praça de San Marco, já estão inundadas e é difícil caminhar pela região histórica. Desde esta manhã, as sirenes soam na cidade para advertir do perigo de água alta tanto aos venezianos quanto aos turistas.
O prefeito de Veneza, Massimo Cacciari, alertou as pessoas que estão a caminho de Veneza para não viajarem “se não for imprescindível”. “Trata-se de uma maré excepcionalmente alta e sabemos que medidas como estas acontecem periodicamente ao longo dos anos”, explicou.
O problema coincidiu com a greve no transporte público, proclamada por um dos sindicatos do setor. A empresa que controla os transporte na cidade ainda não tem dados sobre o nível de adesão dos funcionários à greve, mas não há dúvidas de que o protesto dos trabalhadores pode ter repercussões fortes por causa do mau tempo.






