A bomba explodiu ao meio-dia, hora local (8h em Brasília), em uma rua no centro da cidade. Alperon, de 53 anos, morreu imediatamente e três pessoas que passavam no local ficaram levemente feridas.
Durante a manhã, Alperon havia ido acompanhar seu filho, Dror, ao Tribunal de Tel Aviv. Dror responde na justiça a acusações de crimes de extorsão, chantagem e ameaças.
Segundo a polícia, a bomba foi instalada no carro alugado de Alperon no próprio estacionamento do Tribunal e explodiu poucos minutos depois que ele saiu dirigindo do local.
FAMÍLIAS – A polícia israelense se prepara para uma onda de atos de vingança por causa do assassinato. Alperon já havia sido condenado a várias penas de prisão, principalmente por crimes de violência, extorsão e ameaças e, segundo a imprensa local, tinha muitos inimigos no mundo do crime em Israel.
O assassinato de Alperon é considerado uma grave escalada na guerra entre as famílias ligadas ao crime no país.
A polícia anunciou que pretende interrogar todos os chefes das outras famílias que dirigem o crime organizado e que poderiam ter interesse na morte de Alperon.
Nos últimos meses ocorreram conflitos entre a família Alperon e outra família conhecida no mundo do crime, a família Abargil.
Outro líder do crime organizado, Amir Mulner, também é considerado como um dos principais inimigos da família Alperon.
Em 2007, uma bomba foi colocada no carro de um dos filhos de Alperon, Elad.
A bomba foi descoberta antes de explodir e, naquela ocasião, a polícia atribuiu a tentativa de assassinado a outra família do crime organizado, a Ohana, com quem Alperon tinha uma disputa sobre o controle da operação de jogos e apostas na região do Sharon, ao norte de Tel Aviv.






