O projeto de lei de autoria do Poder Executivo, que previa a contratação de 564 novos funcionários pela prefeitura de Divinópolis, foi retirado da Câmara pelo prefeito Demetrius Pereira. Autor da matéria, o prefeito justificou que a aprovação do projeto era necessária, já que se tratava de cargos que precisavam ser preenchidos, acrescentando que a maioria das vagas se destinava à Saúde. O projeto entrou em tramitação no dia 24 de outubro e, quando já estava apto para ser votado, acabou retirado pelo próprio prefeito.
Na verdade, o projeto teria resistências para ser aprovado. O próprio prefeito eleito Vladimir Azevedo (PSDB) já teria afirmado que votaria contra a matéria. Havia algumas situações, no mínimo estranhas, como por exemplo, a previsão de contratação de 40 novos agentes de trânsito, 15 arquitetos e cinco jornalistas.
A atual administração foi uma das que mais incharam a máquina administrativa do município. Além do aumento no número de secretarias, também houve um crescimento vertiginoso na contratação de novos servidores, especialmente em cargos de livre nomeação. O número total de servidores na prefeitura é quase um mistério. A prefeitura não fornece dados exatos e o Sintram – Sindicato dos Trabalhadores Municipais, que deveria zelar pelo bem do servidor com mais atenção, inclusive acompanhando o inchaço da máquina, também não tem dados fechados. A prefeitura fala em cerca de 4.500 servidores e garante que a atual gestão assumiu o governo com 3.500 funcionários. Isso significa que somente nos últimos quatro anos, o número de trabalhadores na prefeitura teve um salto de 28,58%.
Para pagar essa conta, a prefeitura vai gastar no ano que vem R$ 121.852.101,00, quase a metade do orçamento de R$ 331.145.328,00. Muito mais que o dinheiro destinado à Saúde, maior orçamento entre as secretarias, que terá R$ 88,1 milhões. Mensalmente, sairão dos cofres da prefeitura R$ 10.154.341,71 só para pagamento do funcionalismo municipal.





