PF prende 7 por fraude de R$ 5 milhões à Previdência em Minas

Publicado por: suporte

Segundo a polícia, foram identificados aproximadamente 400 segurados que se beneficiaram do esquema e um rombo de mais de R$ 5 milhões aos cofres públicos. Entre os presos estariam servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Operação Fraude S/A cumpriu as prisões em agências da Previdência Social da região metropolitana de Belo Horizonte e em um cartório de notas localizado no interior do Estado. Os nomes dos presos não foram informados pela PF.

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De acordo com o delegado Roger Lima de Moura, chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Previdenciários, foram cumpridos mandados na casa de servidores do INSS e de outros suspeitos de envolvimento com as fraudes.

Durante a investigação, iniciada há mais de um ano, a PF descobriu um esquema de obtenção fraudulenta de benefícios previdenciários e assistenciais, obtidos por meio de um escritório localizado na capital mineira.

Segundo a Coordenadora Operacional da Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Risco do Ministério da Previdência Social, Neusa Peixoto, os servidores supostamente envolvidos responderão a um processo disciplinar e, caso forem comprovadas as fraudes, poderão ser punidos.

Conforme Neusa, as pessoas que conseguiram o benefício irregular serão convocadas pela procuradoria do INSS e terão que devolver todos os valores. “Enquanto não houver a devolução, elas poderão ter os bens seqüestrados”, afirmou.

Os integrantes da quadrilha, que seria composta por servidores do INSS, despachantes e falsários, devem ser indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato qualificado, falsidade ideológica e documental. As penas poderão chegar a até 20 anos de reclusão.

A operação foi desencadeada a partir do trabalho de uma força-tarefa composta pela PF, Ministério Público Federal e Ministério da Previdência Social. De acordo com a coordenadora do ministério, o cerco aos suspeitos de fraude à Previdência aumentou, principalmente, a partir de 2003, devido ao trabalho desenvolvido em conjunto. Em quatro anos, já houve 177 operações para coibir as fraudes contra o INSS. No Brasil todo, o rombo pode chegar a R$ 600 milhões. 

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