A distribuição gratuita do leite fez parte de uma manifestação contra os preços baixos pagos aos pecuaristas. De acordo com o presidente da Comissão de Pecuária Leiteira da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Eduardo Dessimoni, os pecuaristas elaboraram uma pauta de reivindicações, que deverá ser encaminhada ao Ministério da Agricultura, com medidas para minimizar o impacto da crise sobre o setor.
Entre as medidas, Dessimoni destacou a adoção de mecanismos como os Empréstimos do Governo Federal (EGF) e Aquisições do Governo Federal (AGF), recursos para a estocagem e a retomada do programa de apoio ao Marketing de Promoção e Consumo de Lácteos, que poderá contar com contribuições dos produtores e indústrias. Além disso, os produtores querem a prorrogação de dívidas de custeio e investimentos.
Conforme Dessimoni, a trajetória de queda nos preços do produto tem levado ao abate de matrizes em todo o Estado, que é o principal produtor do país. Segundo ele, o produtor está descapitalizado e sem alternativa e a única opção é o descarte de matrizes. “Entre os frigoríficos já existe a percepção que aumentou consideravelmente o abate de matrizes leiteiras”, apontou.
O presidente da Comissão de Pecuária Leiteira da Faemg aponta que a principal reivindicação dos produtores é que o governo adote uma política de correção que previna crises de excesso de oferta. “As crises são cíclicas e o produtor já não consegue mais programar sua atividade”, disse.
CEPEA – De acordo com os últimos dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados
Desde julho, quando os preços começaram a cair, a média ponderada nacional, que considera as cotações






